Views
2 weeks ago

edição de 10 de junho de 2019

  • Text
  • Campanha
  • Jornal
  • Anos
  • Junho
  • Propmark
  • Digital
  • Marca
  • Brasil
  • Mercado
  • Marketing

CANNES

CANNES 2019 Patrocinadora da cobertura do PROPMARK em Cannes 2019 “Categoria que serve de bússola para o mercado” Divulgação Jurado da competição Digital Craft no Cannes Lions/2019, Fred Siqueira costuma dizer que a “boa publicidade sempre mexeu com a emoção das pessoas”. Ele explica que o papel dos jurados dessa área é premiar trabalhos que “não existiriam sem o digital.” Ele é formado em design gráfico na Universidade Federal de Pernambuco. “Com seis meses de faculdade, ingressei como estagiário de design no embrionário C.E.S.A.R. - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, fato que marcou profundamente toda a minha carreira.” Siqueira é cofundador da Ampfy, que atende marcas como Coty, Perdigão, Mitsubishi, Bradesco, General Mills e Melitta. Confira a sua entrevista. Formado em design gráfico na UFPE, Siqueira vai representar o Brasil em Digital Craft Paulo Macedo EXPECTATIVAS Costumo dizer que Digital Craft é a categoria que serve de bússola para o nosso mercado. É onde conseguimos tocar o futuro e enxergar um pouquinho lá na frente. No ano passado, vimos muitos trabalhos incríveis em VR. Acredito que este ano veremos muitos trabalhos que vão abrir os olhos do mercado para uma nova realidade: os assistentes de áudio. FUTURO Inevitavelmente, nos próximos anos, todos nós teremos de aprender como conectar nossas marcas a suas audiências por meio de comandos como “Hey Google”, “Alexa” e afins. Como se faz isso? Não tenho a menor ideia, vamos descobrir. Essa é a beleza da nossa indústria. MÉTRICA Com um número grande de categorias no festival e com a massificação do digital, é comum que, na hora de inscrever, as agências apostem em categorias como Digital Craft simplesmente pelo trabalho ter sido veiculado em um canal digital, o que é um erro muito comum. O nosso trabalho como júri é garantir que sejam premiados apenas aqueles trabalhos que não existiriam sem o digital. Esse é o filtro mais básico. A partir daí, vamos buscar o extraordinário, o inédito, a tecnologia invisível que emociona, entretém ou, simplesmente, torna a vida das pessoas mais fácil. DADOS Dados, quando bem analisados, são um excelente ponto de partida para qualquer iniciativa de comunicação. Ajudam o planejamento e, consequentemente, a criação a encontrarem novos caminhos e serem mais precisos nas mensagens. Sou superentusiasta do uso de dados, é uma fonte indispensável de informação. Mas sem ideia, sem inteligência, sobra apenas o artificial, o número frio e sem função. “Precisamos Preservar nossa velocidade de reação às mudanças” IDEIA “Qual é a ideia?” é a pergunta que mais se ouve por todas agências em qualquer lugar do mundo. Não existe propaganda sem ideia. Ciência de dados, pesquisas, frameworks, uma infinidade de ferramentas criadas pelos engenheiros de Menlo Park ou de Mountain View - tudo isso se potencializa a serviço de uma boa ideia. DESCARTÁVEL A propaganda sempre teve suas diferentes facetas. Os trabalhos memoráveis sempre conviveram com os descartáveis. Cada um cumprindo o seu papel. QUALIDADE Também sempre existiram coisas excelentes e outras péssimas. Nesse sentido, acho que nada mudou. RELEVÂNCIA Conveniência é a palavra da vez. Vivemos a era do conforto na palma da mão. A experiência impecável de uma pessoa com um aplicativo de mobilidade influencia diretamente a avaliação dela sobre os serviços do seu banco, por exemplo. A comoditização da conveniência, proporcionada principalmente pelo digital, afeta profundamente os mais diversos mercados, cabendo às agências o papel de ir além da comunicação, ajudando as marcas a manterem-se alertas e a encontrarem novas oportunidades. TRANSFORMAÇÃO Vejo essas mudanças com muita tranquilidade. Desde o início da minha carreira, há pouco mais de 20 anos, trabalho com o digital, no qual a mudança é constante e, muitas vezes, radical. Costumo falar que a única palavra escrita em pedra aqui na agência é “adaptação”. FUNDAMENTAL Precisamos preservar nossa velocidade de reação às mudanças. Entendo que isso é fundamental para que a agência sempre prospere. 50 10 de junho de 2019 - jornal propmark

CANNES 2019 “Uma marca precisa ser honesta” Alê Oliveira A uma semana do início do maior festival de criatividade do mundo, Átila Francucci, que será jurado em Sustainable Development Goals, afirma que já viu entre 300 e 400 cases remotamente. O VP nacional de criação da nova/sb conta que se pudesse escolher uma categoria, seria exatamente essa. “Se todas as peças inscritas têm o mérito de querer contribuir para um mundo melhor, o que está em jogo continua sendo a criatividade da ideia”. Ele fala que a expectativa é diferente das outras vezes (ele já participou dos júris de Press e Film), “pois a categoria é abrangente e em 2019, ao contrário das duas vezes anteriores, não tenho um colega brasileiro no mesmo júri”. Ele também fala nesta entrevista sobre propósito de marcas. Confira a seguir. Átila Francucci: “A única obrigação que me cobro é ser justo” KELLY DORES JULGAMENTO Em Sustainable Development Goals, o julgamento é sobre se tal ideia (necessariamente nova, claro) impacta a vida das pessoas, o planeta, a região, a saúde das pessoas. CRITÉRIOS O pressuposto é o mesmo: é a grande ideia que tem de ser premiada, afinal trata-se de um festival de criatividade. Porém, a tal grande ideia não se restringe à propaganda. Estamos julgando a criatividade aplicada a políticas públicas, propósitos corporativos. SER JURADO Como das vezes anteriores, a única obrigação que me cobro é ser justo. PREPARAÇÃO O que chamam de lista de prejulgamento já é uma grande preparação, pois cada jurado tem entre 300 e 400 peças para ver antes de chegar em Cannes. Faz duas semanas que a organização do festival envia blocos de peças (cases) regularmente. QUANTIDADE Estou vendo entre 300 e 400 peças remotamente. Presencialmente vai depender do tamanho do shortlist, mas imagino que ao final dos trabalhos cada jurado deva ter visto entre 500 e 700 cases. “ExistE uma distância EnormE EntrE tEr um propósito E dizEr quE tEm um propósito” CATEGORIA Se eu pudesse escolher uma categoria, seria exatamente essa. Ela, por natureza, permite um largo espectro de ideias e soluções. Por outro lado, é uma categoria que exige muito discernimento do jurado, pois se todas as peças inscritas têm, em si, o mérito de querer contribuir para um mundo melhor, o que está em jogo continua sendo a criatividade da ideia e não a simples boa vontade de quem a teve. GRANDES IDEIAS Eticamente não posso opinar sobre esta ou aquela peça, mas vi grandes ideias, entre elas, brasileiras. HONESTIDADE Acho que antes de mais nada uma marca precisa ser honesta, não mentir, não iludir o consumidor. Existe uma distância enorme entre ter um propósito e dizer que tem um propósito. Quando uma marca, qualquer que seja ela, tem de fato um propósito, ele não nasce em março ou abril e termina em junho do mesmo ano junto com o Festival de Cannes. WE CREATE CONNECTED BRANDS A agência que conecta marcas e pessoas Conectando o mercado ao festival mais aguardado do ano Patrocinadora da cobertura do PROPMARK em Cannes 2019 jornal propmark - 10 de junho de 2019 51

edições anteriores

Receba nossa newsletter

CADASTRAR

© Copyright 2000-2017 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.