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edição de 11 de março de 2019

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agências WPP revela

agências WPP revela resultado financeiro e investidor aceita bem as medidas Grupo teve valorização de 5% na Bolsa de Londres, mesmo com queda de 1,3% nas receitas; em setembro de 2018 empresa simplificou atuação Felipe Turlão Grupo WPP, dono da Ogilvy, O Grey, VMLY&R e Wunderman Thompson, adota desde setembro de 2018 estratégia para simplificar sua operação, que segue em curso e teve uma boa aceitação por parte dos investidores. Ao divulgar os resultados financeiros de 2018, mesmo com queda de 1,3% nas receitas, que regrediram a US$ 20,6 bilhões, o WPP assistiu a uma valorização acima de 5% em suas ações na Bolsa de Londres. Isso ainda não recupera as perdas dos últimos 12 meses, que chegaram a quase um terço do total do valor de mercado, mas indica que as medidas tomadas pelo CEO Mark Read podem levar o grupo a ser bem-sucedido em transformar sua operação. “Estamos no começo de um plano de mudanças de três anos. Mas o novo posicionamento do WPP como empresa de transformação criativa, com agências mais fortes, integradas e com conhecimento de tecnologia, já se prova efetivo para a conquista recente de novos negócios. O coração da nossa transformação serão a criatividade, a tecnologia e grandes trabalhos para os clientes”, afirmou Read. Embora tenha perdido contas importantes nos Estados Unidos, o WPP tem indicativos bons para o futuro, segundo analistas do mercado. O primeiro é que as receitas líquidas do grupo decresceram menos do que se imaginava. O mercado espera, agora, novos sinais de recuperação, como a melhora da operação americana. E a venda de ativos, como ocorreu com a AppNexus, empresa de software na nuvem focada na otimização de mídia programática, negociada com a AT&T por US$ 1,4 bilhão, e a Kantar, que será negociada por valor próximo a US$ 5,3 bilhões. A expectativa do WPP é finalizar a negociação até o fim de junho, sendo que a ideia é permanecer Mark Read: “Precisamos ajudar nossos clientes a transformar seus negócios” com participação entre 30% e 40% da empresa. No ano passado, o WPP dispensou cerca de 30 ativos, recebendo US$ 1,1 bilhão, com destaque para a AppNexus e a agência de experiência digital Globant. Também promoveu 70 fusões de escritórios em todo o mundo. Para os analistas, o WPP deve se concentrar no seu core business, composto por publicidade e planejamento e compra de mídia. Com US$ 265 milhões para fusões e aquisições à disposição, o WPP deve seguir fechando ou unificando agências que não performam conforme o esperado. No entanto, fusões tão grandes como de Wunderman e JWT, e Y&R e VML, não devem se repetir, segundo sinalizado em reunião com acionistas. A tecnologia, disse Read, estará ainda mais no coração das agências de criação. As fusões de VML com Y&R, e Wunderman com J. Walter Thompson, Divulgação “Há oportunidade de crescer o negócio do Wpp em transformação criativa e de comércio, áreas em que clientes de longa parceria precisam mais de nossos serviços” por exemplo, integram criatividade e digital como parte da mesma oferta para os clientes. Read disse que a VMLY&R, integrada e com novo posicionamento, já conquistou US$ 25 milhões em novos negócios desde a fusão em setembro. “Há oportunidade de crescer o negócio do WPP em transformação criativa e de comércio, áreas em que clientes de longa parceria precisam mais de nossos serviços. Precisamos ajudar nossos clientes a transformar seus negócios”, resumiu Read. O WPP deve focar ainda na criação de lideranças nacionais, como forma de aproximar times regionais. No Brasil, Sérgio Amado é o country manager já apontado pelo grupo. A operação do país, aliás, teve crescimento de 5,6% em 2018, se descolando dos resultados ruins na operação americana. Outro foco da companhia deve ser em parceria com empresas da nova economia, com o Waze, com quem fez acordo para que clientes seus do setor varejista possam rodar campanhas de forma mais ágil nos carros, permitindo conduzir os motoristas para as lojas através de mensagens. Estados Unidos e países da Europa vão estrear o formato. O grupo também se compromete a reduzir diferenças salariais entre homens e mulheres, ao divulgar dados sobre sua operação do Reino Unido, que ficou com diferença de 14,9% em 2018. Para melhorar o balanço de gênero, o WPP afirma que seguirá investindo em programas de desenvolvimento de lideranças femininas e em criar uma base de talentos mais diversa. Para incitar mais mudanças na forma como a sociedade enxerga as mulheres, o WPP está de olho no trabalho produzido nas agências e em parcerias com entidades como a ONU Mulheres e o apoio a iniciativas como Sunstainable Development Goal 5, da ONU, de empoderamento feminino. 10 11 de março de 2019 - jornal propmark

aGÊnCIas Publicis Plural lança segunda edição do seu programa Entre Curso promove capacitação e desenvolvimento de jovens universitárias criativas; iniciativa tem apoio institucional da ONU Mulheres e da Adobe MARINA OLIVEIRA Publicis Plural, plataforma A de diversidade e inclusão da Publicis, lança nesta segunda-feira (11) a segunda edição do Entre, seu programa de capacitação e desenvolvimento de universitárias que almejam ser criativas. O intuito do programa é avançar na promoção da equidade de gênero na área de criação. O curso conta com apoio institucional da ONU Mulheres e apoio técnico da Adobe, sendo encabeçado por Domênico Massareto, CCO da agência. “Um ano atrás, lançamos um piloto do Entre e hoje temos cinco das alunas que participaram do programa trabalhando no nosso time. Estamos em um processo de aprimorar o curso para que ele seja cada vez mais uma porta de entrada para mulheres”, comenta Massareto. Para Aline Nakahara, aluna da primeira edição do Entre e estagiária de arte/criação na agência, a experiência é edificante. “Acrescentou muito para mim. Eu nunca tinha visto tão de perto uma agência do tamanho da Publicis. Além disso, o projeto me ajudou a entender melhor como funciona o mercado”, diz. “As aulas do Domênico me ajudaram a entender como funciona o processo criativo e também tivemos aulas de direção de arte e redação, que esclareceram bastante o papel de cada profissional e me fizeram ter mais certeza do que eu quero seguir”, defende Aline. Hoje, mais de 50% do público interno da Publicis é feminino e 59% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres. Na criação, no entanto, esse número ainda é de 23%. “Sabemos que estamos engatinhando em direção à equidade de gênero na área de criação, mas acreditamos que o Entre é uma forte ferramenta para fortalecer As cinco participantes da primeira edição do projeto desenvolveram conceito criativo da campanha do Entre 2 e protagonizam a ação a autoconfiança de universitárias que sonham em seguir essa carreira”, diz Eduardo Lorenzi, CEO da agência. “Eu nunca tinha visto tão dE pErto uma agência do tamanho da publicis. o projEto mE ajudou a EntEndEr mElhor como funciona o mErcado” Divulgação Veteranas A campanha que divulga o Entre 2, como é chamado o programa na Publicis, foi criada pelas cinco alunas que fizeram parte da primeira edição do curso, que hoje trabalham na agência. Quatro delas são estagiárias e uma já foi efetivada. Elas também protagonizam a campanha. As veteranas do projeto se uniram a Marie Julie (diretora de criação), Domênico Massareto e Paula Ganem (diretora de comunicação corporativa) para a elaboração da ação. “Com reuniões diárias, criamos em conjunto e conseguimos atingir nosso objetivo”, aponta Aline Nakahara, que divide a criação com Beatriz Vasconcelos, Ester Pereira, Ingrid Martins e Larissa Costa. A segunda edição do Entre vai selecionar 30 mulheres que estejam cursando universidade de comunicação ou áreas correlatas na grande São Paulo para que participem de um curso gratuito de três meses na Publicis. As inscrições estão abertas e vão até o dia 22 de março, pelo site da agência. Os nomes das alunas selecionadas serão revelados no dia 3 de abril. A seleção será realizada pela própria Publicis, com a orientação da gerente dos princípios de empoderamento feminino (WEP) da ONU Mulheres, Adriana Carvalho. O programa terá ainda um olhar para a diversidade e para universidades, além das que tradicionalmente compõem os quadros de grandes agências. As aulas começam no dia 13 de abril e vão até o dia 17 de agosto, em sábados alternados. jornal propmark - 11 de março de 2019 11

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