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edição de 11 de março de 2019

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we Mkt Surachet99/iStock Bill Gates e Marcos Caruso “A propriedade intelectual tem a vida útil de uma banana” Bill Gates Francisco alberto Madia de souza Marcos Caruso mora perto de onde eu moro. Não é incomum cruzar com ele pelas ruas do bairro de Higienópolis, cidade de São Paulo. Com ele, com o Drauzio Varella e outros simpáticos e queridos vizinhos. Semanas atrás concedeu entrevista ao suplemento do jornal Valor, Eu & Fim de Semana. Na seção À Mesa com Valor. tico. Não rodava. Não escrevia. Não falava. Apenas, uma caixa com tela e teclado. Início dos anos 1980. Faltava o sistema operacional. Bill e seu parceiro Steve contataram Jack Sams, da IBM, e disseram ter a solução para que o PC ganhasse vida. Jack Sams acreditou e confiou aos dois e à minúscula e insignificante Microsoft a missão. Bill Gates e Steve Ballmer não tinham nada. Foi almoçar com Adriana Abujamra na Trattoria Tavolino, da Rua Alagoas. No total gastaram R$ 249 com serviço, e comeram frango com risoto de limão e tiramisu de sobremesa. Mais sucos, água e café. Sem bebida alcoólica. Marcos vai contando sua história. E sua crença de que nada é impossível. E que, quase sempre, primeiro vende, e depois vai dar um jeito de entregar. Por ser assim furou a segurança e com duas câmeras a tiracolo sem filmes, e um crachá fake de imprensa, conseguiu ver a rainha Elizabeth II e o príncipe Filipe a um metro de distância no Terraço Itália, quando ele, Caruso, tinha 18 anos. Tentou seduzir Jaime Monjardim para integrar o casting da novela Pantanal dizendo ser exímio cavaleiro – uma das competências que Jaime precisava contar com e nos escolhidos para o elenco – escondendo que morria de medo de cavalos por ter levado uma mordida de um deles em sua coxa. Assim como se apresentou a TV Bandeirantes que pretendia levar ao ar obras da literatura adaptadas no formato de teledramaturgia, dizendo possuir vários projetos do gênero prometendo entregá-los em até uma semana... Em verdade, não tinha nenhum, mas se revelassem interesse e se animassem... Daria um jeito. Era uma vez uma IBM que criou um computador batizado de PC. Mudo e está- Foram atrás de uma informação de que um amigo de infância de Bill, Gary Kildall, teria desenvolvido um sistema operacional. Agendaram um primeiro encontro da IBM com Gary, mas Gary não compareceu, preferiu ir pescar a ter de conversar e perder tempo com aqueles dois chatos. Conscientes que o tempo “rugia” e não teriam uma segunda chance, Paul Allen foi atrás de um outro amigo seu, Tim Paterson, que criara um sistema operacional batizado de QDOS. Tim Paterson era dono da Seattle Computer Products, que se encontrava à beira da falência. Tim disse que só aceitava vender e apenas uma licença. Bill e Allen endureceram e compraram o sistema todo por US$ 50 mil. E se apresentaram à IBM com a solução que não mais se chamava QDOS, e, sim, MSDOS. A IBM aprovou, pagou US$ 186 mil, sem exclusividade, ou seja, Bill e Allen poderiam licenciar para outros fabricantes. Foi o que aconteceu... E o resto é história. Bill, Allen e Marcos Caruso pertencem a um mesmo grupo de pessoas que por índole e natureza primeiro vendem, depois entregam. Você é assim? Fortes emoções, mas, quando dá certo. Ou você chega a um Marcos Caruso, ou, quem sabe, a um Bill Gates. E ainda tem uma ótima história para contar pelo resto da vida. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 28 11 de março de 2019 - jornal propmark

digital Carros conectados vão demandar comunicação focada na experiência Conectividade e autonomia criarão novos hábitos; marcas e agências deverão encontrar equilíbrio entre privacidade e hiperpersonalização FELIPE TURLÃO futuro da locomoção pelas O cidades e estradas será dominado por carros hiperconectados, já no curto prazo, e com condução autônoma, um pouco mais adiante. A realidade é mais próxima do que se imagina tanto que, durante o Mobile World Congress (MWC), diversas montadoras, como Volkswagen, GM, Toyota, Mercedes-Benz, BMW e Seat, deram um ar de salão do automóvel à feira mobile e exibiram seus smart carros, com conectividade que visa melhorar a experiência das pessoas. Durante o evento, por exemplo, a Seat apresentou seu carro com conexão 5G, em parceria com a Telefonica, que permite comunicação com outros carros e a infraestrutura da cidade. “Há duas vertentes sobre os carros conectados. A primeira é no espaço interno deles, onde será possível espelhamento de telas e integração com conteúdos que são exibidos, por exemplo, no vidro do carro. A segunda é na relação com o ambiente externo e a cidade. Será possível, por exemplo, conectar o carro com a casa para que o portão da garagem seja aberto e as luzes acesas na hora certa”, diz Leo Xavier, CEO da Pontomobi. Em relação aos carros autônomos, diz, trata-se de algo para um prazo mais longo, mas que vai afetar diversas indústrias, de seguros a imobiliárias, diante de um novo tipo de comportamento do consumidor. Como as marcas devem se comportar diante dessa nova realidade? Até onde podem ir e o que poderão fazer nesse novo ambiente da indústria automotiva? Muitas das soluções, imagina Xavier, passam por repensar e redefinir a experiência de quem se locomove. “Não é design de boniteza, mas designer de experiência digital”, afirma. Assim, a forma como o espaço interno do carro é desenhado, com telas e sem volantes, abre espaço para Modelo da Seat com conexão 5G, em parceria com a Telefonica, permite comunicação com outros veículos e a infraestrutura da cidade se pensar em uma nova indústria de design interior para carros. “O carro, sem dúvida, será uma nova plataforma de comunicação. Tem gente que vai pensar ‘Ai não, mais uma!’, enquanto tem gente que vai pensar ‘o que será que podemos criar para gerar valor a quem estiver no carro, que possa solucionar algum problema, facilitar a sua vida’. Prefiro o segundo olhar”, diz Alan Strozenberg, sócio e CCO da Z515. “É possível imaginar conectividade com social media, serviços de voz, mensagens explorando geolocalização e customização, por exemplo. Por um lado, fascinante; por outro, preocupante - refiro-me à sensação de, em todo lugar, o tempo todo, estarmos sendo submetidos a uma incessante carga de mensagens. Vai ter muita gente querendo desconectar de tudo e ficar olhando pela janela, pensando na vida”, reflete. Para o profissional, a indústria deve pensar em soluções que tornam a viagem mais agradável e produtiva, como a de um aplicativo que consiga identificar o tempo do trajeto e possa sugerir atividades possíveis no período. “Seja ouvir um audiobook de 15 minutos, fazer oito ligações de dois minutos, ler dez emails, ouvir quatro músicas de três minutos. Ou, ainda, poder programar as atividades acima considerando o tempo do ‘trajeto’, atividades escolhidas com base nas necessidades e interesses de cada passageiro”, avalia. “Um ponto fundamental será a pessoa ter a opção de não receber nenhuma mensagem, ou filtrar aquilo que realmente é imprescindível que ela seja informada naquele trajeto”, completa. Segundo o americano Travis Kupp, design e strategic foresight lead do SunTrust Bank, e um dos organizadores do encontro de designers e futuristas Speculative Futures, a experiência no carro deve ser pensada a partir de três lentes: os passageiros dentro, o ambiente externo e as implicações para a sociedade e Divulgação política. “Podemos imaginar diversas interações envolvendo smartphones, que já são bastante onipresentes, e telas embutidas em veículos. Um pouco deste futuro já existe nos táxis de Nova York. Quando outras tecnologias, como a realidade aumentada, tornam-se comercialmente viáveis e socialmente aceitáveis, as possibilidades de infotainment (informação e entretenimento), marketing e varejo expandem-se consideravelmente”, avalia. Para marcas e agências, ele recomenda que naveguem pelo equilíbrio entre privacidade e hiperpersonalização. Junto com isso, a relação entre o passageiro e o veículo precisará ser repensada com sensibilidade para as diferentes “culturas automobilísticas” em todo o mundo. “Em outras palavras, será importante entender como usar os novos canais de comunicação, mas com foco para que eles sejam ferramentas para projetar novas experiências centradas no ser humano”, finaliza. jornal propmark - 11 de março de 2019 29

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