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edição de 11 de março de 2019

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SéRIE SUSTENTAbILIDADE

SéRIE SUSTENTAbILIDADE Porto Alegre (RS), outra iniciativa que chama a atenção foi feita pela Uber na Orla do Guaíba. Adotada pela empresa em agosto de 2018, a área tem 50 lixeiras duplas (com 20 e 40 litros de capacidade), acrescidas de 10 contentores triplos extras (capacidade de até 240 litros cada) aos fins de semana. Durante o verão, aumenta o público e a quantidade de lixo. Todas as semanas, desde o início de dezembro, foram retiradas cerca de três toneladas de resíduos, quase o dobro do recolhido até novembro. Para minimizar os danos e inspirar a população, a Uber recolheu os materiais descartados e devolveu uma parte em produtos. As garrafas, sacolas e embalagens de plástico foram transformadas em uma viseira distribuída ao público nas atividades no espaço montado pela empresa no parque em fevereiro. Segundo Ruddy Wang, gerente-geral da Uber para a região Sul, reciclar é uma vocação da Uber e um conceito amplo. “Reciclamos os hábitos das pessoas mudando as maneiras de se locomover e de se complementar a renda. Ao adotarmos a Orla, ajudamos a reciclar a relação dos porto-alegrenses com umas das áreas mais bonitas da cidade. Trabalhamos para manter a área sempre limpa e preservada, e contamos com a colaboração de todos”, afirma. A Faber-Castell criou e cultiva uma floresta há cerca de três décadas Swedcham (Câmara de Comércio Sueco-Brasileira), e o Palco da Reciclagem, teatro musical interativo em que crianças aprendem sobre cooperativas e ajudam os atores na separação desses materiais. “Sendo protagonista dessas iniciativas, abrimos caminho para a participação dos nossos clientes e o estímulo para o desenvolvimento de novos produtos que apresentem a susten- Fotos: Divulgação “acreditamos no potencial do mercado Brasileiro para a economia verde” tabilidade desde a fabricação, passando pela embalagem até o pós-consumo”, explica. A Tetra Pak também desenvolve o mercado, identificando empresas e produtos que podem utilizar o material da reciclagem das embalagens cartonadas. Hoje ela já atua no mercado de papel reciclado e de telhas ecológicas, além de concentrar esforços no segmento de produtos fabricados à base de plástico. A Infinitum62, em Elias Fausto (SP), por exemplo, aproveita o material da Tetra Pak para produzir poltronas pelo processo de rotomoldagem. Ela utiliza aproximadamente 900 embalagens cartonadas de 1 litro para fabricar uma poltrona com 80 cm de altura e 120 cm de largura e profundidade. No portfólio também há luminárias, brinquedos e outros itens de decoração. Para a executiva, o debate em torno da proteção e preservação ambiental faz o consumidor buscar de forma crescente produtos de empresas alinhadas a práticas sustentáveis e com esforços consistentes. “Acreditamos no potencial do mercado brasileiro para a economia verde. O amadurecimento da responsabilidade compartilhada entre empresas, governo e sociedade é um caminho para novos avanços.” 360º Tendo a sustentabilidade direcionando os negócios e valores da casa, a Tetra Pak tem um rol extenso de ações sustentáveis. Atualmente até 82% das embalagens compostas de materiais de fontes renováveis e metade de toda a energia elétrica consumida pela companhia são de fontes renováveis. A estratégia contempla ainda projetos para educar e conscientizar sobre reciclagem e renovabilidade. “Nosso trabalho envolve estudantes, professores, cooperativas de materiais recicláveis e empresas, pois acreditamos que o desenvolvimento da cadeia de reciclagem no Brasil depende do fortalecimento de cada elo”, conta Valéria Michel, diretora de Economia Circular. As ideias incluem o Recicla Jabaquara, feito em parceria com a ONG Espaço Urbano e apoio institucional da As poltronas da empresa Infinitum62 são apenas alguns exemplos de itens feitos de plástico-alumínio reciclado da Tetra Pak 46 11 de março de 2019 - jornal propmark

STORYTELLER Bertlmann/iStock Um estagiário no céu Precisei ir a Minas apresentar à Fiat um folheto que mostrava o impacto econômico da chegada da montadora no estado LuLa Vieira Uma do baú para vocês. Velha, muito velha, dos tempos da JMM. Mas muito boa. Lembra-me até um personagem da novela das 8, vocês vão identificar. Pois é, naquele tempo nós tínhamos a conta da Lider Taxi Aéreo (A Lider vai lá, lembram-se?). E tínhamos também um pedaço da Fiat, ainda na fase da implantação da fábrica em Betim. Ambas com sede em Belo Horizonte. Certo dia eu precisei ir a Minas apresentar à Fiat um folheto que mostrava o impacto econômico da chegada da montadora no estado. Ao mesmo tempo, um boy da JMM (naquele tempo tinha isso) foi encarregado de levar na Líder um material qualquer, coisa de rotina, para ser entregue no aeroporto, colocado no malote e enviado à sede em Belo Horizonte. A criação, como de hábito, atrasou um pouquinho e, para não perder a hora da entrega, o dono da agência, João Moacir de Medeiros acabou aceitando a ideia de que alugássemos um jatinho para que eu fosse apresentar a tempo. Doeu-lhe como um parto, mas não tinha outro remédio. Enquanto isso, o tal boy que ia levar o material na Lider teve um problema qualquer e acharam um estagiário da criação para dar um pulinho no hangar da Lider no Santos Dumont e despachar a correspondência. Coisa tão primária que ninguém se preocupou em ficar explicando os detalhes da missão. Alguém disse ao estagiário: “Vai para o aeroporto e manda entregar esta merda em Belo Horizonte. Vai a jato!”. Ao mesmo tempo (olha o destino tecendo das suas) minha secretária (onde andará a Beth?) reservou um jatinho, também na Lider, para me levar a BH com todas as honras de cliente VIP, parceiro de negócios e – porra – diretor de criação da gloriosa JMM. Daí deu-se a merda. O pistoleta (era uma expressão de época introduzida no vocabulário pelo glorioso Geraldo Alonso) do estagiário chegou no hangar da Lider meia hora antes do horário reservado para mim e se apresentou: “Eu sou da JMM!”. Não deram tempo para ele respirar. Levaram-no para um jatinho já com as turbinas quentinhas e decolaram. E lá foi o estagiário deslumbrado, comendo empadinhas e bebendo whisky escocês, na primeira viagem de avião da sua vida. Mal o infeliz aterrou em Pampulha, cheguei na Lider do Rio. Nem olharam para mim. Mandaram eu deixar o envelope na caixa e obrigado. Depois de meia dúzia de palavrões consegui desfazer o engano. O puto do boy já estava em BH reclamando que a água Perrier não era com gás. Em compensação a reunião dos italianos da Fiat já começava e eu estava no Rio. Um dos diretores chegou a ficar tão puto que disse que o Brasil era uma esculhambação. Segundo ele, igual à Itália. Conclusão: meia hora depois dois jatinhos se cruzaram nos céus. Um levando um gordo à beira de um enfarte, bebendo Logan pelo gargalo para não morrer, outro trazendo um estagiário de volta ao Rio sabendo que lá em baixo a dura rotina o esperava. Diz a lenda que o sacana, como não tinha pedido a ninguém para ser transportado com toda mordomia, ainda ofereceu carona a duas moças que vieram visitar umas primas em Copacabana. Sem a menor culpa, o cara, além da mordomia de praxe, exigiu champanhe a bordo, não prevista no contrato, coisa que o Medeiros se recusou a pagar. E que significava uns bons três meses de salário do rapaz. Um dia eu estava trabalhando e o tal estagiário, hoje um profissional de sucesso, chegou e me confidenciou: “sabe aquelas moças que eu dei carona no jatinho? Elas me ligaram no dia seguinte convidando para sair. Fui de ônibus e levei elas pro Bob’s. Nunca mais me ligaram...”, concluiu filosoficamente. E acrescentou, olhando a fumaça do cigarro: “Tudo gente interesseira”. Outro dia ele me disse que achava estágio uma coisa importantíssima não só para aprender a profissão, mas para conhecer a vida. Sábias palavras. Lula Vieira é publicitário, diretor do Grupo Mesa e da Approach Comunicação, radialista, escritor, editor e professor lulavieira.luvi@gmail.com jornal propmark - 11 de março de 2019 47

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