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edição de 13 de maio de 2019

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eyond The line

eyond The line filadendron/iStock Tendências x realidade E não preciso dizer o que significou e vem significando a internet para a humanidade Alexis Thuller PAgliArini Não bastasse a pressão de estar update sobre tudo o que ocorre na sua área, o profissional de hoje tem ainda a “obrigação” de enxergar o amanhã, sob risco de perder o bonde dos negócios. É tudo muito aflitivo porque é humanamente impossível correr atrás das – não poucas – tarefas do dia e ainda ter tempo para conhecer as novas ferramentas (que surgem sem parar), analisar os dados – cada vez mais abundantes e completos – e culminar dedicando um precioso tempo para analisar relatórios de tendências e refletir sobre o futuro. Que super-homens/supermulheres são esses que conseguem domar o touro do dia a dia, entregar o resultado do quarter e ainda se dar “ao luxo” de dedicar tempo para analisar tendências? Difícil, não? E há ainda a questão do discernimento quanto às tendências que são realmente pra valer. Os mais antigos devem se lembrar da enorme preocupação com a explosão populacional do Brasil, lá nas idas décadas de 1970/1980. As famílias brasileiras cresciam desordenadamente à ordem de cinco filhos por casal ou mais, principalmente nas regiões mais pobres e remotas do Brasil. A previsão era de um caos na virada de milênio, por conta do crescimento demográfico brasileiro. Mas os futurólogos não contavam com a capacidade do ser humano de alterar o futuro. Um trabalho muito bem-sucedido do governo e de instituições dedicadas ao controle da natalidade fez o Brasil estar hoje entre os países que mal repõem sua população. A taxa atual é de 1,7 por casal e o nível de reposição populacional seria de 2,2. Portanto, aquela tendência que pode ter influenciado muitos profissionais, que acreditaram na tal explosão populacional brasileira, não se concretizou. De país “jovem”, o Brasil rapidamente vem modificando sua pirâmide etária, numa tendência de envelhecimento acelerado. E as tendências catastróficas são as que mais “colam”. A falta de alimentos para a população mundial. O colapso energético, em função das demandas crescentes de um mundo cada vez mais sedento por energia. O aquecimento global. A invasão das águas, em função do degelo das calotas polares. Mas, no meio do caminho, vão aparecendo novas soluções, que se contrapõem às tais tendências catastróficas. Será que os futurólogos do século passado contavam com a diminuição tão expressiva dos custos de captação de energias alternativas – principalmente a eólica e a solar –, a ponto de ameaçar a hegemonia de fontes sujas, como o petróleo e o carvão? A sharing economy, tão exuberante hoje, estava no radar dos trendsetters de duas décadas atrás? Na época dos criadores do Flash Gordon, previa-se carros voadores entupindo os céus do universo no ano 2000, mas não se previa os carros autônomos, tão próximos da realidade agora. Em 1980, a Realidade, uma prestigiosa revista da Editora Abril na época, convidou futurólogos para previrem o que estaria acontecendo na virada de milênio, no emblemático ano 2000. Previram carros voadores e edifícios interligados, mas ninguém previu a existência da internet. E não preciso dizer o que significou e vem significando a internet para a humanidade. Quando a TV chegou, previram o fim dos cinemas e nós os vemos ainda supervalorizados como alternativa de entretenimento. Enfim, num mundo em que se apregoa que vence a disputa dos negócios quem sabe interpretar melhor as tendências e se antecipar a elas, temos de conviver com o dilema de saber apostar nas mais promissoras entre as tantas vertentes que nos são apresentadas. E nem sempre os pioneiros se dão melhor. Bill Gates não acreditou no computador pessoal num primeiro momento, Henry Ford dizia que todos os carros seriam pretos... Mas ambos souberam reagir rapidamente ao sentirem que estavam errados. Talvez aí esteja a conclusão mais sábia: mais do que apostar na tendência da moda, precisamos ser rápidos para embarcar naquelas que se mostram sólidas. Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 18 13 de maio de 2019 - jornal propmark

CannEs 2019 “O festival reúne os melhores trabalhos do mundo” Para o vice-presidente de mídia da agência DPZ&T, Paulo Ilha, o Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions terá um gostinho especial em 2019. Pela primeira vez o executivo será o representante brasileiro no júri da categoria de Media. Nesta entrevista, Ilha revela que ainda não teve acesso aos trabalhos, mas que espera julgar cases que misturem tecnologias, utilização de dados e tenham gerado resultados efetivos. Além disso, comenta sobre como a área movimentou a indústria, além das enormes transformações nos últimos anos. Paulo Ilha estreia como jurado na categoria de Media do Festival Cannes Lions 2019 Divulgação Alisson Fernández EstrEia nO júri Essa será a minha primeira vez como jurado. Já estive outras quatro vezes no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions e minha grande expectativa neste ano é estudar e julgar trabalhos que, sobretudo, misturem tecnologia, utilização de dados, que tenham geração de resultado de uma forma bastante clara e tenham também a criatividade no contexto como um dos fatores principais. CasEs Ainda não tive acesso às peças. Espero ver trabalhos globais de alto nível que tenham gerado resultados para as marcas e apresentem uma mistura muito bem equilibrada entre utilização de dados, tecnologia e criatividade. Campanhas Um bom trabalho de mídia hoje precisa ter um forte embasamento de dados, uma estratégia muito bem construída, geração de resultados importantes para as marcas e uma abordagem que seja criativa para o consumidor final. ExpECtativa Apesar de ainda não ter visto os trabalhos do Brasil, acredito que temos potencial para crescer (o país conquistou sete Leões na categoria de Media em 2018). Acho que, do ano passado para cá, o país vem utilizando cada vez mais dados e tecnologia. Além disso, as fortes mudanças no mercado brasileiro têm propiciado uma melhoria na qualidade dos trabalhos de mídia. “A trAnsformAção que vivemos hoje é evidentemente enorme” vemos hoje é evidentemente enorme. Avalio de uma forma muito positiva, porque a mídia nunca teve tanta possibilidade de exercer um papel maior como protagonista no contexto de comunicação, sobretudo quando ela utiliza ferramentas, tecnologia e dados para embasar as decisões de gestão de prOtagOnismO A transformação que vicomunicação dos anunciantes sem deixar de lado, obviamente, a criatividade que permeia toda a atividade de um profissional de mídia. O potencial nunca foi tão grande e o que vivemos hoje é um momento de transformação no qual o mercado ainda está trabalhando para estar plenamente preparado para este novo desafio; embora eu acredite que a gente sempre atue num modo always beta; construindo e reconstruindo o modelo atual de trabalho. inspiraçãO Sem dúvidas Cannes continua sendo uma fonte de inspiração para o profissional de comunicação. O festival reúne os melhores trabalhos do mundo. Essa visibilidade ajuda todos nós em termos de inspiração e conhecimento para fazer um trabalho cada vez melhor como profissional de comunicação. WE CREATE CONNECTED BRANDS A agência que conecta marcas e pessoas Conectando o mercado ao festival mais aguardado do ano Patrocinadora da cobertura do PROPMARK em Cannes 2019 jornal propmark - 13 de maio de 2019 19

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