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edição de 13 de maio de 2019

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cannes 2019 Patrocinadora da cobertura do PROPMARK em Cannes 2019 “Um Leão merecido é magno na carreira” O Cannes Lions faz parte da história profissional e pessoal de Karen César, CEO e fundadora da Red Bandana, que este ano será jurada na categoria Design. Desde 2009, ela frequenta o festival e considera ser jurada praticamente um “Oscar” por tantos anos dedicados ao design. Karen acredita que o design premiável é aquele que, além de bem executado, traga uma boa solução para um problema real e legítimo de comunicação ou de marketing. E que mantenha, sempre, a humanidade no centro. Veja a seguir os principais trecheos desta entrevista. Karen César: “O prêmio é válido quando reconhece uma boa solução” Divulgação Claudia Penteado Design O pensamento do design está em todas as categorias, porém, a área em Cannes prima pelo detalhe. Partindo da pesquisa histórica, potencializando o lado humano e entregando o acabamento de excelência. HUmaniDaDe Nessa categoria, a peça precisa contar uma história, solucionar um problema real, colocar o ser humano no centro sem perder a arte da boa estética, valorizando os sentidos das cores, elementos gráficos e tipográficos. BrasiL O país tem excelentes designers, capazes de competir de igual para igual com o resto do mundo. Todas as mazelas que conhecemos nos obrigam a ser muito criativos. O que ainda falta para o setor brasileiro, talvez, seja investir mais em tecnologia e no digital. festivaL Cannes faz parte da minha história profissional e pessoal. O ano de 2009, quando me associei à Abedesign (Associação Brasileira de Empresas de Design), era o segundo ano da categoria no festival. Fomos a primeira delegação do Brasil com apoio da Apex a ter um estande dentro do Palais. Para nós, foi uma grande celebração do design, eu estava com os grandes nomes do nosso país. Ganhamos um Leão por dia naquele ano (Brasil conquistou sete troféus). JUraDa No Cannes Lions, é a minha primeira vez, mas já fui jurada do Prêmio Lusófonos de Criatividade em Portugal e desde 2014 venho fazendo parte do júri do Prêmio Abre de embalagem. mUDanças Cannes sempre vai ser Cannes, o primeiro, o mais respeitado, a maior festa da criatividade, mas precisa se reinventar sempre por causa das mudanças constantes do mercado e da força que outros festivais como SXSW, C2 e WebSummit vêm ganhando ao longo dos anos. Prêmios Acho muito importante “Acho muito importAnte premiAr A excelênciA de um projeto bem executAdo” premiar a excelência de um projeto bem executado, embora eu sempre tenha sido contra os trabalhos fantasmas e tantos pro bono criados apenas para render premiação. O prêmio é válido quando reconhece uma boa solução para um problema de comunicação ou de marketing, que seja real e legítimo. o Leão É um reconhecimento a um trabalho de excelência. Sabemos como o trabalho diário é arduo. Um Leão merecido é magno na carreira de qualquer um. Design PremiaDo Sempre o que merece ser premiada é a solução criativa e oportuna para um problema legítimo, porém, que conte uma história, que coloque o humano no centro, que seja disruptiva, sem abandonar a boa execução, com uma estética que leve em conta os significados das cores, dos elemento gráficos, fotográficos, tipográficos e ilustrativos. a notícia Quando fui convidada para ser jurada, foi como se eu tivesse recebido um Oscar para coroar esta longa trajetória profissional e pessoal. A notícia de ser jurada foi um presente, um reconhecimento de uma vida de dedicação ao design. Minha agência é independente, não tenho sócios, sou professora de design desde os meus 21 anos, mulher, mãe, parte da diretoria da Abedesign, facilitadora Lego® Serious Play®, agora aplicando para o doutorado em neurociências e psicologia positiva para aplicar no design para melhorar a qualidade de vida das pessoas no ambiente de trabalho. Tudo isso em um país com altos e baixos na economia... e sabendo que no Brasil muitos clientes ainda acham que tamanho é sinal de qualidade... É de tirar o fôlego! 26 13 de maio de 2019 - jornal propmark

inspiração personalização um a um “O marketing volta para o podium e lidera essa jornada do conhecimento do consumidor, ops, dos seres humanos, o que é da sua natureza” Luciane nane especial para o PROPMaRK enho a alegria de dizer que a curiosidade e o desejo de aprender são meu Nor- T te desde que entrei no mercado. Hoje, eu tenho o privilégio de trabalhar numa empresa que se ressignifica e encara uma bela transformação com a competência e a segurança que só o lastro de tantos anos de inovação é capaz de conceder. E, por isso, tenho em mim a gratidão de ter a oportunidade que essa empresa me dá de participar de congressos como o Gartner, que, pelo simples fato de estarmos nele, já nos transforma. E é sobre transformação que todos os speakers falam por aqui. A atividade de marketing em franca transformação potencializada pelo impacto do digital e a necessidade de desenharmos a melhor experiência para o consumidor. Ou melhor, para as pessoas. Sim, é sobre pessoas. Brent Adamson, executivo da Gartner, fala que a era de ouro do marketing é o HELP. É construir uma relação forte com as pessoas e ajudá-las a serem melhores, se sentirem mais seguras, mais confiantes, a terem mais conhecimento, a se sentirem menos confusas e ansiosas num mundo atual tão tóxico. Portanto, a questão-chave não é sobre como se sentem em relação ao seu produto ou serviço. É sobre mostrar ao seu público que ele fez a melhor escolha e pode se sentir genuinamente bem com isso. E, assim, o marketing volta para o podium e lidera essa jornada do conhecimento do consumidor - ops, dos seres humanos -, o que é legitimamente da sua natureza. Encontrar a pessoa certa, oferecer o melhor conteúdo, escolher os melhores canais e plataformas, no momento mais acertado para estabelecer essa conversa. O desafio é enorme, assim como a responsabilidade de travar um compromisso com essas pessoas que, num ato heroico de confiança, nos concedem seus dados para que a gente interaja com elas de forma absolutamente personalizada. E, para confundir um pouco, vem o Alex Gash, diretor da Gartner, pra recomendar que quando pensarmos em personaliza- ção, não devemos pensar apenas em personalização e, sim, em ajudar. HELP. Mais ainda, “tailored help”: as pessoas esperam que as marcas provem que as conhecem e as ajudem realmente. E trago aqui um dos dados apresentados por lá: 88% dos consumidores ainda não se valem dessa experiência que gera valor real nas suas vidas. Para as marcas, é pegar ou largar. Ou melhor, ajudar. Esse consumidor diz pra gente: me direcione, me ensine algo novo, simplifique e agilize os processos pra mim, me ajude a ter certeza que fiz a melhor escolha, me recompense. E depois de toda essa jornada, uma coisa é certa. Ele construirá com a sua marca uma relação de e amor e medo, de tanto que você passará a conhecê-lo. Então, como tudo na vida, um certo equilíbrio na estratégia de abordagem deve ser considerado. No paradoxo da escolha: menos é mais. Luciane Nane é gerente de marketing e plataformas digitais da Unidade Infantil da Globosat jornal propmark - 13 de maio de 2019 27

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