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edição de 13 de maio de 2019

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mercado Fotos: Divulgação “sempre digo que não precisAmos ser brAvAs nem duronAs pArA nos impor, bAstA que sejAmos justAs e olhAr ‘olho no olho’” Gabriela Hunnicutt é fundadora e CEO da agência Bold sa, clientes e colaboradores) e, principalmente, onde haja transparência. No que diz respeito a questões de diversidade, aí sim, acho que as mulheres na liderança fazem a diferença. Como sofremos discriminação por muito tempo, sentimos na pele a importância de valorizar a pluralidade. Nossa natureza mais acolhedora (de mãe mesmo) ajuda não só a trazer mais diversidade como criar ambientes mais inclusivos, onde todos se sintam bem, independentemente do gênero, raça, orientação sexual etc. Temos uma agenda de diversidade e inclusão que vem nos trazendo excelentes resultados. Isso inclui não apenas seleção de pessoas, mas também a capacitação e a inclusão.” Há diferença sutil entre o olhar feminino e o masculino na administração empresarial. “Existem muitos aprendizados que as mulheres precisam assimilar para chegarem ao topo, um deles é o da autoconfiança, algo que é mais fácil para a maioria dos homens, por uma questão cultural mesmo. E, com um olhar em que a resiliência, a facilidade de adaptação às mudanças, a empatia, elas estão conseguindo prosperar e se tornar referências num mercado que ainda é conhecido pela pouca diversidade de gênero nas posições de comando”, detalha Silvana Torres, presidente da Mark Up. Adrianne Elias, sócia-fundadora da Content House e da CoCreators, acredita que a mulher tem um olhar menos carregado sobre estigmas. “É um olhar diferente sobre a sociedade, que permite com que as marcas se comuniquem melhor também com a sociedade. Por exemplo, sem ter de fazer publicidade com piada sexista, optando por um humor mais inteligente. E como a gente está numa sociedade em transformação, cada vez mais em busca de relações mais equilibradas e justas entre os sexos, eu acho que o papel da mulher na liderança e na comunicação é enorme! Porque a comunicação das marcas, da publicidade, acaba – de uma certa forma – moldando o olhar da sociedade. Então, à medida que a gente reduz essas diferenças, esse viés, nas próprias peças criativas, a gente também está contribuindo para uma sociedade mais igualitária”, reconhece Adrianne. oLHar dIfereNTe A Grey Brasil é comandada pela presidente e CEO Marcia Esteves. E a rede do WPP nunca teve performance tão reconhecida em negócios e reputação. “Penso que o valor que o feminino agrega é olhar diferente, que soma mais do que compete, do olhar que inclui pensamentos diversos, estilos diversos, jeito de ser e se expressar diversos. Penso na capacidade prazerosa de desenvolver múltiplas tarefas simultaneamente, aproveitando aprendizados e transferindo saberes entre tarefas e realizações. Penso no senso da beleza, da estética, da amorosidade explícita, da intuição cuidadosa e ousada. Esses valores não são exclusividade de mulheres. Há aquelas que não os têm. E há homens que os têm de sobra. O Renata Valio se tornou empreendedora ao lançar a Dojo Olivia Machado é fundadora da Africa fato é que o diferente agrega valor. A diversidade agrega valor, e ser mulher líder num mundo explícito e historicamente masculino é valor agregado a esse mundo.” Fundadora e vice-presidente financeira/ administrativa da Africa, Olivia Machado não quer fazer proselitismo de gênero, mas que a visão feminina é mais plural, “que entende a diversidade como uma fortaleza do negócio e transforma a inclusão em um imperativo irrevogável a qualquer atividade.” Olivia diz ainda que a liderança feminina é multifacetada. “Além do racional, tem emoção envolvida, tem sensibilidade, tem intuição, tem senso de maternidade em relação ao cuidar e ao educar, tem dinamismo na tratativa de várias questões ao mesmo tempo. Isso acaba demandando um envolvimento maior, além da entrega que o cargo exige. Quando a gente coloca paixão e comprometimento no que fazemos, a tendência é que façamos a diferença. Sempre digo que não precisamos ser bravas nem duronas para nos impor, basta que sejamos justas e olhar ‘olho no olho’. Sou privilegiada, pois na minha trajetória profissional sempre fui muito acolhida e respeitada por todos que me cercam no trabalho.” Após longa carreira em agências, entre as quais a mcgarrybowen e Ogilvy, Renata Valio abriu no início de 2019 a Dojo, em parceria com Thiago Baron e Rodrigo Toledo. Em sua opinião, a mulher tem um feature essencial: a sensibilidade e capacidade de ver qualquer pessoa de forma mais humana. “Não conheço muitas mulheres com pensamentos preconceituosos e sexistas, e conheço muitos homens que pensam assim. Eu tive muita sorte quando soube que estava grávida, pois tinha acabado de começar em uma agência (age.) e a Ana Lucia Serra me acolheu superamorosamente. Não sei se seria assim se o líder fosse um homem, infelizmente. Até acho que hoje em dia sim, mas há 18 anos as coisas eram diferentes”. 42 13 de maio de 2019 - jornal propmark

MERCADO Marcas ampliam investimentos no futebol feminino brasileiro Grupo Boticário, Guaraná Antarctica, Coca e Nike apoiam comunicação com jogadoras da seleção; Mundial da Fifa será realizado em junho Jéssica Oliveira menos de um mês para a A Copa do Mundo de Futebol Feminino da Fifa França 2019, em 7 de junho, a categoria parece despertar mais interesse dos anunciantes. Entre patrocinadores e apoiadores, algumas empresas têm apresentado seus investimentos. Uma delas é o Grupo Boticário, detentor das marcas O Boticário; Eudora; quem disse, berenice?; The Beauty Box; Multi B; e Vult, que amplia as ações do movimento Com você eu jogo melhor. No Dia Internacional da Mulher, ela anunciou a paralisação do expediente durante os jogos e, agora, convida marcas e público a apoiar as atletas. Um site reúne materiais para redes sociais e para impressão, como wallpapers, adesivos, bandeiras, posts e cartazes. Há um vídeo sobre a campanha e informações do esporte. Em breve será lançada uma ação interna para colaboradores doarem roupas usadas e receberem camiseta com a mensagem do movimento. Ainda foi criado um hino em apoio ao time: o Vem jogar, que será lançado este mês em plataformas de streaming. Outra marca que está investindo nas meninas é a Guaraná Artarctica, patrocinadora da seleção brasileira feminina de futebol. Criada pela AlmapBBDO, a ação Seleção Feminina É Coisa Nossa tem a atacante Cristiane, a meia Andressinha e a lateral- -direita Fabi Simões como estrelas. No filme, a marca ironiza a si mesma e questiona se as atletas são capazes de “colocar guaraná em um copo com gelo, tomar um gole em câmera lenta e fazer ‘ahhh’ ou falar o slogan”. Com bom humor, o projeto incentiva empresas a escalarem jogadoras para campanhas, e faz alusão à estética de anunciantes com o futebol masculino. Guaraná Antarctica ironiza a si mesmo por não escolher as atletas antes, em comercial criado pela AlmapBBDO Além de pArAlisAr o expediente durAnte os jogos, grupo boticário convidA outrAs mArcAs e público A ApoiAr As AtletAs Divulgação DESTAQUE E PROTAGONISMO Outro nome de peso é a Coca-Cola, que afirma apoiar o Mundial Feminino da Fifa desde o torneio inaugural em 1991. No último dia 7, a marca revelou o seu #TeamCocaCola. Entre as seis jogadoras escolhidas está a brasileira Debinha. Ao lado dela e com a missão de inspirar a próxima geração de atletas estão Sara Däbritz (Alemanha), Abby Dahlkemper (Estados Unidos), Grace Geyoro (França), Saki Kumagai (Japão) e Desire Oparanozie (Nigéria). A ação tem curtas-metragens com o perfil de cada uma, destacando os obstáculos e sonhos. “Foi importante para nós escolhermos os integrantes da equipe que refletem nossos valores e servem como modelos. Cada integrante da Team Coca- -Cola tem origens únicas que demonstram seu compromisso em promover o futebol feminino”, afirma Jan Schetters, gerente global de futebol da The Coca-Cola Company. Vale lembrar que, em março, a Nike ampliou o conceito Dream Crazier, que ressignifica a dita “loucura” das mulheres no esporte. A companhia apóia a seleção brasileira feminina desde 1996. A marca aproveitou o lançamento do uniforme para o mundial e apresentou incentivos à modalidade no país. Entre as iniciativas está a plataforma Nike FC, em parceria com Emily Lima, treinadora do time feminino do Santos. O projeto permite que mulheres participem em treinos promovidos pela marca no Parque Ibirapuera, semanalmente, em São Paulo. Uma vez por mês, elas podem treinar no estádio do Pacaembu. A empresa anunciou também a Nike Premier Cup 2019 (5 a 12 de maio) para o futebol feminino. Pela primeira vez o torneio de base teve oito equipes de jovens sub 17 anos. jornal propmark - 13 de maio de 2019 43

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