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edição de 14 de janeiro de 2019

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we mkt anandaBGD/iStock

we mkt anandaBGD/iStock Games, a nova droga... “Todos os vícios quando estão na moda passam por virtude” Jean Molière Francisco Alberto Madia de Souza Dependendo de como definamos o que é uma droga, no sentido negativo, o de gerar dependência e provocar transtornos de diferentes ordens, sem a menor dúvida, convivemos, cândida e inocentemente, com uma nova e poderosa droga. Os videogames. E não é de hoje. Começou nos anos 1970, com o Atari, Intelevision e Odissey, e hoje multiplicou-se ao infinito. Só que lá atrás não existiam os smartphones, tablets e consoles individuais. E os games eram maçantes e feios. Dava um trabalhão montar os jogos na velha TV... E a qualidade da imagem encarregava-se de abortar qualquer possibilidade de vício. Um tédio. Cansava rapidamente. Em matéria recente no Estadão, o jornalista Marco Antônio Carvalho entrevistou o psicólogo Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Na abertura da entrevista, o jornalista introduz o entrevistado e conta um pouco sobre essa nova realidade. Diz o jornalista Marco Antonio Carvalho: “Há cerca de 13 anos o psicólogo Cristiano Nabuco reúne jovens no HC para debater e tratar de dependências tecnológicas como o excesso de uso de videogames. Da década passada para cá, uma das diferenças é que os participantes são cada vez mais jovens, ainda... meninos... Se antes tinham entre 15 e 16 anos, hoje já atende crianças entre 7 e 8 anos. Será que não é esse o problema daquele menino da turma do seu filho que só apronta...? Em decisão recente a OMS - Organização Mundial da Saúde passou a classificar o vício em videogames como doença da área da saúde mental. “Os jogos são construídos para capturar cada vez mais a atenção...”, afirma o psicólogo Cristiano Nabuco: “hoje, diferente do início, os games não têm mais o ‘game is over’; há pressões diretas e indiretas para que se queira jogar cada vez mais”. Como nas drogas, digo eu, Madia. E, na matéria, outras e alarmantes realidades, tipo, hoje e só na China existem mais de 150 hospitais para a internação dos dependentes de videogames... Talvez a maior e mais grave dentre todas as doenças do século 21... O caminho percorrido pelos games é rigorosamente o mesmo dos traficantes de droga, diz o psicólogo... “Primeiro uma versão grátis, na sequência uma generosidade desproporcional na distribuição dos pontos, até capturar e por completo a atenção dos jovens e ingressar no território da dependência e compulsão. De quebrarem todos os recordes e mais recordes. E assim, e aos poucos, em vez de minutos, os jovens começam a alocar horas do dia para vencerem os novos desafios de games que jamais terminam...”. “Pior ainda, se as primeiras iniciações ou degustação de maconha ocorrem aos 12, 13 e 14 anos, a indução ao vício dos games muitas vezes ainda começa com os bebês de 1 ou 2 anos, muitos nos colos de suas mães, e através dos celulares para distrair...”. Hoje o tratamento para a dependência de games é psicoterapia, e quando o vício extrapola recomenda-se medicamentos. Grupo de risco maior, meninos e adolescentes jovens. Principais disseminadores ou traficantes do vício e das drogas? Pais e mães querendo um tempo para eles e colocando seus smartphones com jogos inocentes para seus filhos se distraírem... Iniciarem-se no vício... Drogarem-se! Que desafio! Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 30 14 de janeiro de 2019 - jornal propmark

perspectivas 2019 Mercado espera que anunciantes descongelem os investimentos Otimismo norteia a opinião dos diversos profissionais consultados pelo PROPMARK para o especial sobre as promessas para o ano que se inicia Neusa Spaulucci s expectativas em torno de A 2019 são grandes. O mercado aposta na melhora com o governo recém-empossado, apesar de algumas declarações terem impactado negativamente o setor logo de cara. Mesmo assim, o segmento se mantém firme no propósito de acreditar em dias melhores, como o leitor poderá conferir nas próximas páginas. Para alguns líderes do mercado, 2019 é visto com alta expectativa de que as verbas sairão dos cofrinhos, onde estão confinadas há três anos, em função do cenário de poucos amigos. Para as agências, a expectativa é que os anunciantes, sob um ambiente político e econômico, em tese, mais estável, descongelem os investimentos. “Publicidade e economia andam lado a lado”, afirma, por exemplo, Marcio Toscani, co-CEO e COO da Leo Burnett Tailor Made. “A publicidade precisa retomar o seu papel estratégico. Ela é um dos segmentos mais representativos da economia. O marketing é uma atividade crucial para o desenvolvimento, pois empurra a economia para cima”, acrescenta. Os executivos das principais marcas brasileiras se dizem prontos para retomar os investimentos, mesmo que em escala gradual. Esse é o tom de P&G, O Boticário e Samsung, bem como da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes). “Esperamos um ano de retomada, mas de forma cautelosa”, diz Sandra Martinelli, presidente-executiva da ABA. Ocupando o terceiro posto na preferência nacional de investimentos em compra de mídia, com 7,6% no bolo publicitário, segundo o Cenp-Meios, o segmento de out of home viveu um ano de amadurecimento em 2018. Apostando em uma boa sequência, as empresas esperam um 2019 tão ou mais positivo que o ano passado. “Todas as vertentes do mercado estão otimistas”, diz Pedro Barbastefano, da 29HORAS. Outro setor que nada de braçada, apesar da crise enfrentada no ano passado, é o digital, já que a sua penetração é cada vez mais intensa no dia a dia da população. Difícil não apostar no crescimento de investimentos no meio. Hoje o segmento já movimenta R$ 14,8 bilhões no país, de acordo com o IAB, mas o sarrafo das expectativas de crescimento continua alto, mesma perspectiva do live marketing, que leva o jogo da preferência para arenas conhecidas como PDVs. Esse mercado planeja elevar o volume de jobs. A média de faturamento nos últimos dois anos ficou próxima dos R$ 44 bilhões. A expertise em monitorar dados, o data live marketing, é a principal tendência de 2019. A indústria de jornais e revistas é uma das que mais têm sido desafiadas pelo mercado e, por isso, uma das que mais se movimentaram no sentido de descobrir novos modelos de negócios, baseados em projetos especiais e branded content, por exemplo. Publishers assumiram a sua essência de produtores de conteúdo, e vão além do impresso para distribuírem o que produzem, contando com as plataformas digitais, eventos e manifestações ao vivo para fazerem suas entregas, que devem continuar norteando o setor este ano. Já o meio rádio vive certo conforto por ser, principalmente, o queridinho dos brasileiros e deve se manter neste ano. Segundo a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) o clima é de “tranquilidade”. O PROPMARK também falou com cinco profissionais de marketing que conseguiram vencer desafios do mercado e se conectaram com o seu público-alvo, e contam suas experiências e revelam as expectativas para 2019. Enfim, um caderno recheado de boas notícias, que vale a pena ser lido. Boa leitura! OstapenkoOlena/iStock jornal propmark - 14 de janeiro de 2019 31

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