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edição de 14 de janeiro de 2019

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PERSPECTIVAS

PERSPECTIVAS 2019 Meio rádio defende a valorização do segmento em outras plataformas Entre as metas da Abert para este ano está a defesa da inserção do chip FM nos celulares; cenário político e econômico também inspira otimismo LEONARDO ARAUJO ano de 2019 começa com O uma certeza do fim do século 19: o rádio. Um dos meios mais queridos pelo brasileiro continua mais vivo do que nunca e deve permanecer com bom público neste novo ano que se inicia. Com a chegada do novo governo, entidades e emissoras do meio compartilham otimismo para 2019. Segundo o diretor-geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), o clima é de “tranquilidade”. “O rádio é um serviço de interesse público”, explica Cristiano Flores. Um dos objetivos da associação para este ano é lançar uma campanha para falar da necessidade da inserção do chip FM nos celulares. “O mote vai ser valorização do meio”, complementa. Para a CBN, os anos ímpares, sem eleições ou um grande evento esportivo, são propícios para iniciativas próprias. “Em 2019 temos a Copa América no Brasil e isso está no nosso radar. É também o primeiro ano de um novo governo, o que naturalmente renova esperanças e estimula investimentos”, explica Ricardo Gandour, diretor-executivo de jornalismo da rádio. Aliás, quando o assunto é novo governo, a Jovem Pan é uma das mais entusiasmadas. Afinal, o presidente eleito era presença recorrente na programação da rádio. “Temos um cenário otimista em 2019 com o novo governo. Teremos um ano promissor”, prevê Rodolfo Negrão, diretor-comercial da emissora. Eduardo Romero, diretor de marketing da rádio, também está animado com o novo ano. “As eleições terminaram. Estamos com um novo presidente e agora é a hora de partir para cima e arregaçarmos as mangas. É a hora de empreender e Fábio Faria, diretor-comercial, e Marcelo Braga, diretor-superintendente: Mix espera ano desafiador; Lollapalooza será um dos projetos “estamos com um novo presidente e agora é a hora de partir para cima e arregaçarmos as mangas. É a hora de empreender” “Teremos um ano promissor”, diz Rodolfo Negrão, diretor-comercial da rádio Jovem Pan Fotos: Divulgação acreditar”, explica. Apesar do longo caminho, o ano de 2019 promete ser diferente. Pelo menos na opinião de Luiz Albuquerque, diretor- -superintendente da Rede Transamérica de Comunicação. “A expectativa com as reformas estruturais e mudanças no setor da economia poderá incentivar as empresas a ampliar seus investimentos no mercado publicitário”, explica. Fábio Faria, diretor-comercial da Rádio Mix, classifica 2019 como um ano “muito desafiador”. “Temos uma grade de grandes projetos e eventos que oferecerá ao mercado anunciante e para a nossa audiência uma diversidade muito consistente de opções, para todos os gostos e budgets. Podemos citar, entre outros, o Lollapalooza 2019, onde somos a rádio oficial; o Projeto Avião da Mix (que envolve uma viagem para algum lugar do mundo, ainda em definição); o Like Fest (evento para influenciadores); o Rock In Rio, onde somos também a rádio oficial do evento; e, por fim, o Mix on Board, um transatlântico exclusivo da Mix, no fim do ano. Tenho certeza de que 2019 projeta um dos melhores anos de resultados para a Mix”, finaliza. 44 14 de janeiro de 2019 - jornal propmark

marcas Governo apresenta novo slogan e deve mudar distribuição de verbas Secom assina nova marca “Pátria Amada Brasil”, lançada na internet para reduzir despesas; medida indica postura do presidente sobre publicidade Claudia Penteado nova equipe de comunicação do governo ainda não A deu entrevistas oficiais ou divulgou qualquer decisão ou ação, no entanto já lida com as demandas geradas pelas muitas declarações do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que - desde o período de campanha eleitoral, por sinal - vem deixando claras, em manifestações via redes sociais ou em discursos, algumas de suas intenções e desejos nessa área. A Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) foi assumida por Floriano Barbosa Amorim Neto, que entrou no lugar de Márcio de Freitas. Floriano vem da área de web design, trabalhava desde 2015 no gabinete de Eduardo Bolsonaro e vinha cuidando das redes sociais tanto do deputado federal quanto de seu pai, Jair Bolsonaro. Sua secretaria responde agora à Secretaria de Governo, liderada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz. A verba de comunicação aprovada pelo Congresso é de cerca de R$ 150 milhões - quase 50% menor - e nas redes sociais Bolsonaro já deixou claro que pretende trabalhar com esse valor, buscando reduzir ainda mais no ano que vem, a partir da revisão de contratos e outras avaliações. Antes mesmo de assumir, Bolsonaro manifestou desejo de rever contratos do Banco do Brasil (atendido por Lew’Lara\ TBWA e WMcCann), BNDES (Master e nova/sb e Propeg), da Caixa Econômica Federal (Artplan, nova/sb e Propeg) e da própria Secom - hoje atendida pela Artplan, Calia e NBS. Bolsonaro tem dito com certa frequência que pretende mudar a distribuição de verbas publicitárias a veículos de comunicação, não privilegiando nenhum deles, sugerindo em algumas ocasiões, especificamente, o diegograndi/iStock Palácio do Planalto, em Brasília, de onde o presidente despacha; houve mudança de logomarca, cuja frase é “Pátria Amada Brasil” corte de verbas a veículos por ele considerados “parciais” como Folha de S.Paulo e Rede Globo. Em discurso recente, Bolsonaro voltou a repetir seu desejo dedemocratizar as verbas publicitárias”. “Nenhum órgão de imprensa terá direito a mais ou menos daquilo que nós viermos a gastar. Queremos que vocês (jornalistas) sejam cada vez mais fortes e isentos. Vamos acreditar em vocês, mas verbas publicitárias não serão mais para privilegiar a empresa A, B ou C”. Também recentemente, mais precisamente no quarto dia de seu mandato, ele apresentou - nas redes sociais - a nova marca do governo federal, uma ilustração estilizada da Bandeira Nacional, acompanhada de “Pátria Amada Brasil”, o último verso do Hino Nacional. A criação, segundo informou o presidente no Twitter, teria sido feita pela própria Secom. “A internet é um meio eficiente, mas não fala com todo o Brasil” Bolsonaro enfatizou no lançamento da marca que sua divulgação pelas redes sociais “a custo zero” teria gerado uma economia de mais de R$ 1,4 milhão. Foi divulgado um vídeo afirmando que seu governo foi eleito para resgatar o Brasil, que os brasileiros foram às urnas para escolher “um novo Brasil sem corrupção, sem impunidade, sem doutrinação nas escolas e sem a erotização das nossas crianças”. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, a divulgação da marca nas redes sociais é uma maneira inovadora de fazer comunicação. Assim, o novo governo vem dando pistas dos caminhos que pretende seguir. Um especialista na comunicação do governo federal e fonte do PROPMARK comentou que o novo secretário não possui experiência para lidar com agências de publicidade e também com as mídias tradicionais, uma vez que vem da área de web design. O setor é nevrálgico e envolve relações com a imprensa, com a Presidência, com ministros, com pressões frequentes e a demanda constante por decisões e ações estratégicas. “A internet é um meio eficiente, mas não fala com todo o Brasil. A comunicação do governo jamais poderá abandonar os veículos tradicionais, e seguir os passos de Donald Trump, valendo-se das redes sociais como canal prioritário de comunicação. É um erro, pois no Brasil temos outra realidade”, criticou. jornal propmark - 14 de janeiro de 2019 45

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