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edição de 15 de outubro de 2018

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opinião hoozone/iStock Dia das Crianças e o marketing responsável Sandra Martinelli Em 2019, celebraremos 60 anos da ABA (Associação Brasileira de Anunciantes). Orgulho-me, na qualidade de sua presidente-executiva, em poder contribuir de alguma forma para a história e as bandeiras empunhadas por essa entidade que tanto aprendemos a admirar. Fundada há mais de meio século, a ABA luta pela defesa da liberdade de expressão como um valor máximo e fundamental a uma sociedade livre, justa e democrática. Por tabela, a publicidade, que é o “pão nosso de cada dia” da nossa atividade – sobretudo como anunciantes, veículos e agências –, deve ser, assim, tão protegida quanto desenvolvida de modo responsável. Publicidade livre, sim, mas com responsabilidade, agora e sempre. Este é o mês das crianças, mas falar sobre o marketing infantil tornou-se, há muito, tema de primeira ordem. Afinal, as crianças são o nosso futuro e merecem atenção especial. Pioneira no debate da publicidade responsável e cofundadora do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), a ABA defende o debate saudável sobre o tema da publicidade infantil, sob a premissa maior de que as nossas crianças não devem viver em uma “bolha”, e sim em constante interação com pais e responsáveis. A publicidade é parte indissociável do mundo atual; uma importante forma de expressão e estímulo à inovação, ao conhecimento, além de influenciar comportamentos, e ser fonte de informação sobre os mais variados produtos e serviços inseridos nas comunidades sociais. Estamos plenamente alinhados às práticas globais, através de nossa participação na WFA (World Federation of Advertisers), associação mundial dos anunciantes, responsável por 90% dos investimentos publicitários no mundo, que defende a necessidade de se investir em iniciativas que ajudem a criança a decifrar e interpretar criticamente a gama de comunicações que recebe diariamente. “De uma coisa poDemos estar certos: a exclusão não eDuca” Criticamos qualquer forma de publicidade enganosa e abusiva e, portanto, aplaudimos as normas brasileiras de proteção à criança, alinhadas que estão com as sociedades mais maduras, nas quais prospera um adequado blend entre regulação e autorregulação. As normas e atuação do Conar são, aliás, de particular importância, na medida em que o caminho da autorregulamentação se revela ágil e eficaz ao melhor controle de atividade tão marcada pelo dinamismo e inovação. A simplória proibição da publicidade infantil não nos parece ser solução para nada, além de inaceitável à nossa Constituição Federal, que não agasalha medidas de banimento da liberdade de expressão e livre iniciativa. Tais medidas, desproporcionais, flertam com o radicalismo e, no fim do dia, com a total substituição da tutela dos pais pelo Estado; uma espécie de capitulação de todo o sistema familiar como histórica fonte de boa educação e convívio saudável. Estamos convictos de que é a partir da firme educação e do diálogo inclusivo com as nossas crianças que teremos indivíduos mais preparados para esse mundo, do qual a sociedade de consumo é um movimento inexorável. Há milhares de anos, válida é a máxima de que “bem educamos as crianças para não precisar punir os adultos” (Pitágoras). E porque o marketing – quando bem usado – não pode figurar como um elemento de transformação? Um aliado na promoção de hábitos de vida mais saudáveis ou de comportamentos responsáveis e mais igualitários, apto, inclusive, a estimular a interação entre pais e filhos, em direção a um consumo consciente e responsável? De uma coisa podemos estar certos: a exclusão não educa. Tentar encobrir questões, em vez de trazê-las aos trilhos que queremos e que acreditamos adequados, não é a solução. A questão do consumo é tema que deve ser ensinado pelos pais. Ele simplesmente não desaparecerá. Sandra Martinelli é presidente-executiva da ABA sandramartinelli@aba.com.br 22 15 de outubro de 2018 - jornal propmark

curtas A J. Walter Thompson teve a preferência da Coca-Cola para coordenar a plataforma Teens da marca, que integra o projeto Coca-Cola Music. O sucesso do FanFeat, realizado este ano com artistas como Simone e Simaria, Pabllo Vittar e Luan Santanna, credenciou a agência a permanecer como fornecedora de comunicação do anunciante nesse projeto. No ano passado, para a estratégia FanFeat, houve concorrência entre as agências da marca: Ogilvy Brasil (Fanta e Schweppes), David (Coca-Cola Plus, Natal Divulgação e Refeição), WMcCann (Coca-Cola) e a vencedora JWT (Ades e Sprite). “Trabalhar com a JWT é um prazer diário. Uma equipe cheia de talentos, criatividade e extremamente colaborativa. A JWT não trabalha atendendo a conta da Coca-Cola, ela trabalha em parceria com o time Coca-Cola fazendo a magia acontecer. Levando, através de campanhas e ações, felicidade para a vida dos nossos consumidores”, afirma Beatriz Bottesi, diretora de marketing e comunicação da marca. A Absolut, marca do conglomerado de bebidas Pernod Ricard, e a Teads se uniram para impulsionar a nova vodka da marca, a Absolut Extrakt. O formato de realidade aumentada foi o escolhido para essa iniciativa. Recentemente, a Teads anunciou o lançamento de seu novo produto, trazendo ao mercado a possibilidade de inserção de anúncios interativos de realidade aumentada em ambientes nativos e de conteúdos profissionalmente produzidos. Extrakt tem como mote de campanha o slogan Difícil de explicar, em alusão ao sabor da vodka produzida a partir do extrato de cardamomo. “A criatividade é o fio condutor de Absolut. Ela está presente no posicionamento da marca e se reflete em todas as inovações de produto, categoria e também na forma de se comunicar com o consumidor”, ressalta Flavia Molina, diretora de marketing da Pernod Ricard no Brasil. O projeto foi desenvolvido pelo time de Consumer Experience da Pernod Ricard Brasil e os designers do Teads Studio e será lançado no fim deste mês. Dove obteve a certificação global da Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) como marca cruelty-free, ou seja, que não faz testes em animais em toda a cadeia de fabricação de seus produtos. A partir do início de 2019, o selo de cruelty-free passa a fazer parte da comunicação e das embalagens dos produtos Dove. jornal propmark - 15 de outubro de 2018 23

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