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edição de 15 de outubro de 2018

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espeCiaL out of home Lei

espeCiaL out of home Lei Cidade Limpa passa por nova fase após boa relação com anunciantes Legislação instaurou equilíbrio na proporção de propaganda na paisagem urbana; novos formatos, como banheiros, trazem melhoria para o público Danúbia Paraizo A primeira atitude frente a uma mudança brusca em nossa rotina é a rejeição. Como seres humanos, estamos acostumados a fazer as coisas sempre da mesma forma, sendo incômodo e indigesto ter de mudar. Quando o assunto é a organização de uma cidade com as megaproporções de São Paulo, não é diferente. Basta lembrar das reações contrárias à implementação das ciclofaixas, à obrigatoriedade do cinto de segurança no passado e até aos corredores exclusivos para ônibus. Com a implementação da Lei Cidade Limpa, em 2007, movimento semelhante ocorreu, só que por parte do mercado publicitário. Muitos torceram o nariz diante da exigência de agora precisar encaixar as suas mensagens em espaços e formatos restritos de propaganda na cidade. A extinção do outdoor no modelo tradicional foi outro duro golpe. Mas passados 11 anos, os players do mercado, bem como anunciantes, poder público e a própria sociedade têm encontrado o necessário equilíbrio para preservar a paisagem urbana. “Em São Paulo, a gente não tinha mais nenhum tipo de controle e isso estava afetando o patrimônio da cidade e a qualidade de vida como um todo. A saúde psicológica do paulistano estava afetada, porque uma hiperexposição de infomação te provoca estresse constante. E isso no médio prazo gera doenças do coração e psicológicas”, destaca Valter Caldana, professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e coordenador do laboratório de políticas públicas da instituição. Segundo o especialista, iniciativas que mudam a estrutura Com a aprovação de lei específica para a veiculação de painéis de LED, modelo de floricultura poderá ter mudanças no projeto das cidades sempre provocam desconforto iniciais, mas em locais com uma economia complexa como São Paulo, os rearranjos se dão rapidamente. “O sucesso da Lei Cidade Limpa é medido visivelmente. A gente nota a diferença com rapidez. Na mesma medida, a população percebe que essas mudanças fazem parte da evolução. Então, há uma adaptação. O resultado desses 11 anos demonstra que o espaço público pode ser sempre melhor”. Nesse sentido, o acadêmico chama atenção para a importância da fiscalização constante e o possível abuso nas flexibilizações. Cabe à Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), vinculada à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, fazer esse controle. fLexibiLização Desde a gestão do então prefeito João Doria (PSDB), agora “Em São Paulo, a gEntE não tinha maiS nEnhum tiPo dE controlE E iSSo EStava afEtando o Patrimônio da cidadE E a qualidadE dE vida como um todo” Fotos: Alê Oliveira com Bruno Covas, por exemplo, a Prefeitura tem estudado novos formatos de mídia exterior na cidade. No começo do ano passado foram instalados, em caráter experimental, dois banheiros públicos - um na Praça Dom José Gaspar e outro no Largo do Arouche. O projeto do governo previa a concessão dessa modalidade de mídia exterior por 25 anos, período em que a empresa poderia explorar as laterais dos banheiros para exibir publicidade. Em troca, a empresa com a concessão cuidaria da manutenção de 500 banheiros na cidade. Em julho deste ano, Covas alterou o projeto por meio de decreto. A empresa detentora da concessão pública poderá explorar comercialmente com propaganda no entorno do banheiro, em um raio de cinco metros das cabines. No mesmo período da instalação dos banheiros-teste, uma 64 15 de outubro de 2018 - jornal propmark

“tóquio E nova York têm PontoS ESPEcíficoS Em quE a lEgiSlação é maiS rígida ou maiS flExívEl” banca de flores com painel de LED também foi implementada na Praça Panamericana. O projeto segue proposta semelhante de comercialização de publicidade, mas, recentemente, a Prefeitura anunciou mudanças na veiculação de mídia em painéis de LED, o que, consequentemente, também altera o modelo a ser seguido nas bancas de flores. Em setembro deste ano, a CCPU aprovou regulação para a instalação de painéis de LED dentro de lojas, em suas vitrines. A medida foi tomada após a proliferação de estabelecimentos que estavam burlando a Lei Cidade Limpa, abrindo espaço em suas vitrines para a instalação de painéis eletrônicos onde eram veiculadas propagandas de outros anunciantes. A denúncia foi feita ao poder público pelo R7, em março deste ano. Agora, com normas específicas de como essas vitrines de LED podem ser utilizadas para propaganda, bem como seu tamanho, quem descumprir a lei pagará multa de R$ 10 mil por anúncio irregular com até 4 metros. Cada metro quadrado excedente custará R$ 1 mil adicionais. Os estebelecimentos comerciais ficam também proibidos de fazer publicidade de anúncios externos, ou seja, poderá divulgar apenas bens, marcas e serviços relativos às atividade do local. “Realmente não podemos afrouxar a fiscalização porque cedendo ali e aqui e as chances de abusos são grandes. É importante que haja vigilância”, alerta Caldana. Defensor da mídia indoor, o acadêmico sugere que as novas modalidades de concessão contemplem o formato em detrimento da mídia exterior. No caso dos banheiros, por Projeto de banheiro público prevê exploração publicitária nas laterais das cabines exemplo, o espaço interno das cabines poderia ser melhor aproveitado. Em casos onde a mídia externa seja fundamental, o especialista sugere projetos personalizados. “Tóquio e Nova York têm pontos específicos em que a legislação é mais rígida ou mais flexível. A Time Square, por exemplo, é um desses lugares específicos onde é liberada a propaganda, mas você não vê outdoors gigantes na Quinta Avenida, por exemplo”, afirma. Fazendo um balanço sobre os 11 anos de legislação, Caldana ressalta o valor do projeto. “Em um país em que temos o hábito de achar que as iniciativas públicas e leis vêm sempre para complicar, o que não é verdade, a Lei Cidade Limpa é um belíssimo exemplo de evolução, organização e ordem”, finaliza. moohb chega ao mercado com mobiliário urbano em Campinas Empresa terá cobertura e frequência com 1,2 mil faces publicitárias; abrigos de ônibus no município devem ter carregadores de USB e wi-fi Moohb (Mídia Out Of Home A Brasil) chega ao mercado vencendo concorrência de abrigos de ônibus em Campinas. Tendo como guia o objetivo de melhorar a infraestrutura das cidades e a vida das pessoas, a empresa afirma que os abrigos de ônibus da cidade podem ser considerados “centros de experiências e serviços”, com benefícios como carregadores de USB e wi-fi em breve. Na cidade, a empresa será a única a oferecer cobertura e frequência com 1,2 mil faces publicitárias em único formato, o mesmo utilizado por outros players do segmento no Brasil. Além disso, a Moohb será responsável pela produção, implantação e manutenção de 894 abrigos por um prazo de 20 anos, prorrogáveis por mais 10. Moohb em Campinas: O diretor-comercial André Costa e o CEO José Angelucci Jr. Nestes endereços, a empresa deverá requalificar as calçadas, prover informações em relação às linhas de ônibus aos usuários, instalar assentos individuais, piso podotátil e reservar Divulgação área para cadeirantes. A empresa é liderada pelos sócios José Carlos Angelucci Jr. (CEO) e André Costa (diretor-comercial). O principal acionista é a Verssat Mobiliário Urbano, fabricante que já forneceu, por exemplo, 1,6 mil abrigos em São Paulo e mais de 8 mil na Grande Porto Alegre (RS). As operações começam com uma campanha da Kroton Educacional, cotista-fundador da Moohb. Segundo Paulo Moura, diretor-geral da Três Meios, Campinas tinha carência deste formato. “A chegada da Moohbtrará soluções de publicidade fundamentais para o mercado. A cidade e os anunciantes ganham muito com isso”, afirma. Angelucci ressalta o propósito da Moohb de melhorar a vida das pessoas. “A população de Campinas merece equipamentos confortáveis, seguros e funcionais, que além de melhorarem a experiência de transporte e mobilidade, entregam soluções eficientes para a cidade.” jornal propmark - 15 de outubro de 2018 65

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