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edição de 15 de outubro de 2018

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supercenas Paulo Macedo

supercenas Paulo Macedo paulo@propmark.com.br Gil Inoue/Divulgação A buchudinha Sabrina Sato se antecipou e fez as fotos da nova coleção de moda praia da marca Alto Giro no início de 2018, em um hotel de Ilhabela, na região litorânea de São Paulo BEACHWEAR Grávida de oito meses da primeira filha, cujo nome pode ser Hannah, a apresentadora Sabrina Sato fez as fotos do catálogo e da campanha da marca Alto Giro, especializada em moda praia, antes de o barrigão ficar acentuado. A coleção é inspirada na brasilidade de Carmen Miranda, com estampas de bananas e abacaxis “que aparecem em uma paleta de cores intensa com tons de vermelho, amarelo e azul.” As fotos foram feitas no hotel TW Guaimbé, em Ilhabela, em São Paulo. Também foi gravado um filme com direção de Pedro Molinos e beleza conduzida por Krisna Carvalho. NOSTALGIA Criador do Rock in Rio, o empresário Roberto Medina já está costurando a agenda da edição 2019 do evento. O trio Paralamas do Sucesso, formado por Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, já confirmou presença. Faz parte do ambiente nostálgico que a organização quer resgatar no ano que vem. O grupo foi uma das atrações do primeiro festival, em 1985. Medina também conseguiu a confirmação das bandas Scorpions e Iron Maiden, que marcaram presença na cidade do Rock nos anos 1980. Divulgação Divulgação Empresário Roberto Medina, criador do Rock in Rio, recebe o Paralamas do Sucesso A designer de moda Louise Trotter é a primeira mulher no comando criativo da Lacoste CROCODILO A estilista britânica Louise Trotter, referência na moda europeia, foi anunciada como diretora de criação da Lacoste. É a primeira vez que uma mulher assume essa posição na tradicional marca francesa. A primeira coleção da designer será apresentada na próxima Semana de Moda de Paris, ainda sem data. Na verdade, a semana parisiense de moda, realizada na semana passada, foi o palco para o anúncio do seu nome pelo presidente da empresa Thierry Guibert. “É um prazer fazer parte dessa marca, com legado tão único. Por 85 anos, a modernidade do estilo Lacoste vem dessa fusão singular entre o mundo do esporte e o da moda. Estou orgulhosa de ajudar a escrever um novo capítulo em sua história”, disse Louise. 68 15 de outubro de 2018 - jornal propmark

última página bombuscreative/iStock nada será como antes Claudia Penteado disrupção atingiu definitivamente as A campanhas eleitorais e o jeito de nos relacionarmos com os candidatos. Como outras indústrias atingidas em cheio pelo mundo digital, esta também é uma indústria que terá de se reinventar, por um motivo muito simples: não há nada mais potente do que o tempo real. Ao mesmo tempo, não há nada mais volátil do que a opinião das pessoas. Durante processos eleitorais, há pessoas que mudam de opinião na hora de apertar o número do candidato diante da urna eletrônica. Isso deve mudar a postura de todos os integrantes da imensa roda de produtos e serviços de comunicação que orbitam ao redor das eleições, sejam marketeiros experimentados, institutos de pesquisa, jornalistas, veículos de comunicação em geral. Neste mundo que já era delineado há mais de dez anos por Henry Jenkins em seu livro Cultura da Convergência, candidatos criam os próprios canais diretos de comunicação com as pessoas, as transformam em veículo, subvertem a velha lógica do horário de propaganda eleitoral gratuito. Muita água rolou desde os primórdios deste cenário descrito por Jenkins, quando o YouTube entrou o jogo das eleições, suscitando especulações sobre as consequências de dar ao público “um lugar à mesa” no debate político. O candidato à Presidência que liderou as pesquisas do primeiro ao último dia no primeiro turno teve parcos 8 segundos para se manifestar no horário eleitoral gratuito na TV, virou game e lançou um aplicativo de conteúdo, com vídeos fresquinhos e compartilháveis 24 horas por dia. Outro candidato, que ficou em segundo lugar no primeiro turno e tinha dois minutos e 23 segundos de propaganda diária na TV aberta, chegou a trocar mensagens pelo WhatsApp com uma amiga minha. Pode haver algo mais disruptivo em um processo eleitoral do que um candidato à Presidência da República estar acessível via celular? “O Whatsapp faz a sMs parecer eMbOlOrada” Se hoje caminhamos para um resultado eleitoral em que todos perdem (como sugeriu o meme profético de Dilma Rousseff, apenas para colocar um pouco de humor na paisagem), eu diria que o WhatsApp - ou Zap, como é carinhosamente chamado - é o grande vencedor das eleições de 2018 no Brasil. Juntamente com o celular, que acompanha dez entre dez eleitores do país. Seu uso exacerbado transformou o aplicativo de mensagens em uma gigantesca rede social, um verdadeiro fenômeno com mais de 120 milhões de usuários, um dos maiores números da rede globalmente. Quase 100% das pessoas que possuem celular no Brasil usam o WhatsApp. Senhoras de 80 anos usam WhatsApp. Crianças de oito anos também. São mais de 1 bilhão de usuários no mundo, e mais de 50 bilhões de mensagens enviadas por dia, em mais de 50 idiomas. O WhatsApp faz a SMS parecer embolorada. Chego a me assustar quando alguém envia uma mensagem por SMS, ferramenta dominada por spams, promoções de lojas e restaurantes e avisos nem sempre festivos da operadora de celular, do cartão de crédito e do banco. Um verdadeiro trem fantasma. No WhatsApp escolhe-se a tribo que habitará sua lista de bate-papo. É um espaço privado, mais “leve” do que as redes sociais tradicionais: fala ao pé do ouvido. Ou grita, dependendo de quem usa, claro. Para os profissionais de marketing eleitoral, já é considerado estratégico, especialmente no convencimento de eleitores indecisos. Curiosamente, o aplicativo ficou de fora da regulamentação da campanha política digital. Com isso, teve espaço de sobra para se tornar o principal veículo de disseminação de conteúdos, inclusive toneladas da nossa velha conhecida fake news. Na guerra de opiniões extremadas em que nos metemos, o WhatsApp virou ferramenta de guerrilha para candidatos e palco de muitas brigas entre pessoas que costumavam até se gostar. Há muito o que aprender sobre comportamento humano a partir do WhatsApp. Margens de erro sempre existirão, claro, porque pessoas são, por essência, imprevisíveis e volúveis. Mas se há algo certo, em toda essa experiência que vivemos, é que nada será como antes. jornal propmark - 15 de outubro de 2018 69

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