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edição de 21 de novembro de 2016

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eyond the line BVilustra

eyond the line BVilustra Publicitários do futuro Como prever a próxima década ou mesmo o próximo biênio? Tarefa inglória! Alexis Thuller PAgliArini Como será a propaganda de 2020? Qual será o modelo de atuação de uma agência de propaganda daqui a quatro anos? As TVs continuarão a ser tão relevantes quanto hoje como meio de comunicação e, consequentemente, de propaganda? O meio digital superará o meio físico? Se essas perguntas não te incomodam, parabéns, você está muito mais seguro do que eu quanto ao futuro. Em tempos em que a cada rotação da Terra somos impactados por inúmeras inovações, como prever a próxima década ou mesmo o próximo biênio? Tarefa inglória! Por força da minha atuação profissional, tenho tido a oportunidade de me relacionar com publicitários de todo o Brasil e de boa parte do mundo. Tenho participado dos principais eventos do setor, coordenado estudos relacionados ao futuro da propaganda e constato o nascimento de novos conceitos e ferramentas em ciclos cada vez mais curtos. E a cada novo conceito ou nova ferramenta, vaticina-se o fim de outro. Mas, mesmo os novos conceitos têm vida curta e somos frequentemente assolados por mais e mais novidades e questionamentos. Vida dura a de publicitário nesses tempos regidos pela efemeridade e pela busca feérica pelo novo. Mas, ao nos distanciarmos um pouco do burburinho e da poluição do excesso da informação (um dos efeitos colaterais mais impactantes do nosso tempo) e conseguirmos alguma serenidade para reflexão, vem uma iluminação que extrapola a sabedoria rasteira da novidade do dia. Nesse lampejo de serenidade conseguimos ir ao âmago da questão do marketing e da propaganda e ver uma equação simples, na sua essência. Afinal, tudo se resume em aproximar marcas, produtos e serviços de pessoas que possam se interessar por eles. Não é assim, simples? Sim, mas as variáveis são complexas, é verdade. Mas o fundamento principal não muda. Antes de mais nada, nós precisamos co- nhecer profundamente as pessoas. Não todas as pessoas, mas aquelas que, de alguma forma, podem nos interessar. No fim das contas, conquistar a atenção das pessoas e trazê-las para perto das nossas marcas passa necessariamente por um entendimento profundo dos seus hábitos e costumes e entender o momento certo, com a mensagem certa e com a oferta certa. Simples de escrever, mas complicado de praticar. Porque nós, seres humanos, somos complexos e arredios. E cada vez mais críticos. Tenho visto críticas com relação ao excesso de “matematização” da comunicação, atribuindo um peso exagerado à automação do marketing, confiando muito mais no domínio de dados do que na força da criatividade. Mais recentemente, porém – o Cannes Lions deste ano mostrou isso –, a gente nota que, em vez de criticar e resistir aos avanços tecnológicos e à capacidade de gestão de dados, o publicitário está sabendo lançar mão dessas inovações, sem deixar de lado a criatividade. O modelo de comunicação de um futuro próximo mostra-se mais como um híbrido, que sabe lidar com awareness e, ao mesmo tempo, com o funil de vendas, baseado na jornada do consumidor. A um refrigerante popular – ou outras categorias de produtos de consumo popular – pouco interessa a jornada do consumidor. Não dá para abrir mão de tiros de grosso calibre para conquistar alta visibilidade e a atenção de milhões de pessoas simultaneamente. Para essas categorias, a mídia de massa ainda presta um grande serviço. Já para outras categorias – de bens duráveis, por exemplo –, o big data e o conhecimento profundo da jornada do consumidor é fundamental. Tendo esse intrincado cenário como pano de fundo, como a boa escola de publicidade e propaganda pode atuar? Na minha opinião, o conteúdo programático da graduação nessa área deve continuar perseguindo os conceitos fundamentais, mas ter muito mais flexibilidade para inserir novidades ao longo do tempo. A academia deve estar muito mais próxima do mercado e ser permeável aos novos conceitos, sem perder a essência, jamais. Será que o MEC deixa? Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional de Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 24 21 de novembro de 2016 - jornal propmark

COMUNIDADE URBANA Trabalho estudo compras & diversão Venha fazer parte do mundo de mais de 13 milhões de pessoas que trabalham, estudam, se divertem e fazem compras em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e nas principais cidades do país. O melhor espaço para sua marca fazer parte da vida das pessoas. A mais completa plataforma de mídia urbana do out of home brasileiro. Vote Eletromidia no Caboré 2016. Veículo de Comunicação: Plataforma de Mídia. Nas Ruas 15 mercados, entre eles, Grande São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre: Painéis de LED Outdoor Rio de Janeiro: MUB Digital no VLT Carioca No Transporte São Paulo: Metrô e CPTM Rio de Janeiro: MetrôRio, SuperVia e VLT Carioca Salvador: Metrô Bahia Nos Ambientes de Consumo São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Porto Alegre: Shopping Centers Mais de 40 mercados: Estabelecimentos Comerciais Vem com a gente: comercial@eletromidia.com.br

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