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edição de 24 de dezembro de 2018

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we mkt gdagys/iStock

we mkt gdagys/iStock Todo dia, agora, é quarta-feira... De cinzas! “Quem me dera viver para ver e brincar outros carnavais com a beleza dos velhos carnavais...” Toquinho e Vinicius de Moraes Francisco Alberto Madia de Souza cada semana escolho um setor de atividades e procuro aferir e dimensionar o A grau e estágio de derretimento em que se encontra. Todos, sem exceção, neste momento, derretem. Em maior ou menor grau de intensidade. Mas, não escapa uma cadeia de valor. Hoje, por exemplo, o derretimento do mercado financeiro... Vocês têm acompanhado a disrupção com o decorrente derretimento das categorias de produtos e serviços de todas as cadeias de valor. É assim, assim será, durante muito e muito tempo. Vivemos a primeira onda de disrupção. Depois teremos uma segunda, a disrupção da disrupção, e assim permanecerá durante décadas. Em algum momento, Ubers, Netflix e Spotifies serão disruptados por outros e novos players da mesma forma como disruptaram os táxis, os estúdios de Hollywood e a tradicional indústria das salas escuras de cinema, e as gravadoras e seu sistema convencional de distribuição e venda analógica de músicas. Semanas atrás, no Estadão, mais uma fotografia da disrupção que se acelera no mercado financeiro brasileiro. A cada semana, uma ou duas agências, ao menos nos grandes bancos. A cada semana, as agências provisoriamente sobreviventes, repensadas e reformatadas. A cada semana, dentre as agências sobreviventes, muitas mudando de endereço ou passando por uma reforma radical com o objetivo de reduzir o espaço – tornou-se desnecessário – e, eventualmente, reconsiderando a sua vocação e aproveitamento. Sem falar nas duas ou três que mais que disruptadas, são criminosamente explodidas pelos bandidos... O Santander, por exemplo, está fazendo parceria com algumas franquias e colocando seus serviços dentro de suas agências. Numa delas, onde inclusive existe espa- ço para locação a profissionais no sistema coworking, existe um Café Havanna. Já o Bradesco integrou sua agência da Paulista à Japan House. O que dizem os números dos quatro grandes bancos – Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil? O seguinte: De 23.400 agências de 2016, para 21 mil no fim de 2018. De 176 mil caixas eletrônicos em 2016, para 160 mil no fim de 2018. De 450 mil empregos em 2016, para 400 mil no fim de 2018. E nas poucas e novas agências, dos 500 metros a mil metros, de 10 anos atrás, para no máximo 300, hoje. Mesmo assim esses números estão muito distantes da nova realidade e a caminho. O derretimento ainda não alcançou a velocidade plena. É suficiente atentar para o fato de que a utilização dos serviços bancários a distância – internet, computadores e smartphones – aproxima-se dos 60% do total das transações. Ou seja, ainda existe muito para ser reduzido na malha analógica dos bancos. E daí? Daí é o que eu afirmei no início. Apenas começamos a arranhar os primeiros anos do segundo tempo da história da humanidade. Durante décadas, para alguns; e séculos, para nós, teremos um processo de disrupção permanente. Nada mais é supostamente definitivo. Antes também não era, mas durava tanto que tínhamos essa sensação. Nascíamos e vivíamos com uma mesma organização, marca, produto e serviço. Acabou. Não existe outra forma de pensar, planejar e agir. O tempo todo tendo em vista, e com a consciência de que tudo pode acabar em 2019, em dezembro, na semana que vem, amanhã, quarta-feira... Lembra, na música de Tom e Vinicius, “A gente trabalha o ano inteiro / Por um momento de sonho / Pra fazer a fantasia / De rei ou de pirata ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira...” Parece que agora todo dia é quarta-feira. Feliz Natal, Ótimo 2019! Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 36 24 de dezembro de 2018 - jornal propmark

marcas Vivo aposta na melhora da economia e mantém estratégia de crescimento Empresa pretende fortalecer o segmento de fibra ótica no país em 2019; companhia também anuncia Christian Gebara como o novo presidente Alisson Fernández ais do que uma revo- 2019 será uma “Mlução, evolução”, revelou Marcio Fabbris, vice-presidente de B2C da Vivo, no último dia 17, no almoço de fim de ano com a imprensa. Durante o evento, executivos da Telefônica Brasil, que opera sob a marca Vivo no país, relembraram os momentos marcantes da marca durante o ano. Ivete Sangalo, Xuxa, Pelé, Kevinho e Gabriel Jesus foram algumas das personalidades que emprestaram suas imagens para as campanhas da Vivo durante todo o ano de 2018. Segundo a companhia, além do novo posicionamento, Tem Hora pra tudo, que estreou em outubro e convidava as pessoas a refletirem sobre o melhor uso da tecnologia e estarem conectadas de forma consciente, as ações para a Copa do Mundo na Rússia conquistaram os consumidores. “Foi um ano muito bom para a marca Vivo. Nós reforçamos o nosso posicionamento, pois até então vínhamos com o conceito Viva tudo, e este ano traduzimos para Tem hora pra tudo. Como destaque de 2018 apostaria em nossa participação no mundial, onde a marca era patrocinadora da seleção brasileira de futebol. A Copa do Mundo foi importante para consolidar a Vivo como uma marca diferente e querida no setor de telecomunicações. O nosso desafio como operadora é sair do mundo transacional”, diz Fabbris. Do ponto de vista de negócios, o executivo revela que foi um ano de fortalecimento para o segmento de fibra ótica no país. “Expandimos a nossa cobertura em fibra este ano para 25 novas cidades. Foi uma grande aceleração em comparação ao que realizamos no ano passado. Falamos agora que a Divulgação Marcio Fabbris, vice-presidente de B2C da Vivo, está otimista com os negócios em 2019 “Nosso desafio como operadora é sair do mundo transacional” Vivo é uma marca que possui de tudo. Vendemos smartphone, temos serviço móvel e fibra, ou seja, tem Vivo para tudo. Queremos no próximo ano continuar crescendo com a fibra ótica, para levá-la ainda mais longe, e fazer com que os clientes tenham todos os nossos serviços. Mais do que uma revolução, 2019 será uma evolução”, comenta. Otimistas em relação ao futuro cenário econômico e vendo sinais de retomada da economia, a Vivo revela que 2018 foi um ano muito difícil do ponto de vista de crescimento do negócio. “A receita foi bastante impactada pela economia, desemprego e desaceleração das empresas, porém crescemos bastante na margem. Reduzimos custos de uma forma importante por conta da digitalização. Antigamente, os clientes ligavam para o call center, agora, mais de 10 milhões de usuários utilizam o nosso aplicativo de assistência, o Meu Vivo, para tirar dúvidas. Além disso, mais da metade dos clientes recebem suas conta por e-mail e não mais por correio. Então, essas coisas ajudaram a aumentar a rentabilidade. Em termos de receita foi pior do que em anos anteriores, mas em termos de rentabilidade foi muito bom”, comenta Fabbris. NOVO PRESIDENTE Anunciado recentemente como o novo presidente da Telefônica no Brasil a partir de 1 de janeiro de 2019, Christian Gebara tem consciência das futuras responsabilidades e está empolgado com os novos obstáculos. “O principal desafio será fazer com que a empresa cresça, seja muito mais digital, referência em atendimento ao cliente e uma marca cada vez mais relevante para que possamos atrair e reter talentos. Nossa perspectiva é que a economia possa crescer e o desemprego possa diminuir. Se essas duas coisas ocorrerem, será muito positivo para todos”, comenta Gebara. O executivo, que possui mais de oito anos de empresa, sendo quatro deles na sede em Madri, assume o lugar de Eduardo Navarro, que continua na presidência do conselho da Telefônica Brasil e será Global Director for Comms, Brand, Public Affairs & Sustainability, reportando-se ao chairman e CEO do Grupo, José Maria Alvarez-Pallete. Navarro seguirá apoiando a Vivo em temas institucionais e regulatórios. jornal propmark - 24 de dezembro de 2018 37

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