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edição de 25 de junho de 2018

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Cannes Digital Craft

Cannes Digital Craft valoriza trabalhos que usam tecnologia para emocionar Brasileiros levam cinco Leões, sendo um de ouro e dois de bronze para Ogilvy e outros dois de bronze para Grey; jurados gostam de Rick Brasil Kelly DoRes – de Cannes júri de Digital Craft tomou O a decisão este ano de valorizar trabalhos que usam o craft para elevar a emoção das pessoas e não usar a tecnologia só pela tecnologia. Outro sinal para o mercado é o crescimento de VR. O jurado brasileiro Saulo Rodrigues definiu o case vencedor do Grand Prix, Aeronaut VR, que se trata de uma experiência imersiva com uma banda de música, como uma forma de usar arte e ciência e entregar uma alma com tecnologia. O vídeo de VR foi criado pela Isobar Nova York para Aeronaut Music Experience. O Brasil conquistou cinco Leões na categoria, mais do que o dobro do que em 2017, quando apenas Nosferatu, da AlmapBBDO para Getty Images, ganhou ouro e prata. Este ano, Ricky Brasil, o robô corrupto digital criado pela Ogilvy em parceria com a Nexo para a Forbes, conquistou dois Leões, sendo um de ouro e outro de bronze. A Ogilvy também levou bronze com VR Vacina, desenvolvido para Hermes Pardini. E os outros dois Leões de bronze são da Grey, com The Canceller para Reclame Aqui. Rodrigues contou que os jurados ficaram apaixonados por Ricky Brasil desde o primeiro dia, pela força do storytelling, e também por The Canceller. “Todos saíram com a sensação de ‘quero ter esse serviço onde moro’. Esse é um efeito muito poderoso. E todo mundo foi fã de Ricky Brasil já no primeiro dia, foi unanimidade desde o shortlist. VR Vacina já tinha sido inscrito em 2017, mas uma nova regra do festival permite que um trabalho pode ser inscrito em outra categoria no próximo festival. Até por isso não ganhou muito, mas a gente quis celebrar a ideia dando um bronze”, destacou Rodrigues, diretor-executivo de criação da R/GA. Robô corrupto Ricky Brasil, da Ogilvy para Forbes: atenção dos jurados pelo storytelling Para chegar ao GP, o criativo explicou que os jurados entenderam que o caminho a seguir era mostrar como o craft estava elevando a emoção e conectando as pessoas. Para ele, Aeronaut VR tira as pessoas do chão. “A gente tinha quatro trabalhos, como Rick Brasil, que tinha um storytelling criado por data que todo mundo se apaixonou, e outros três projetos que eram puramente em cima da emoção. Em Aeronaut, as pessoas entram dentro da música. É uma experiência de VR que pode fazer com até oito pessoas. A primeira ativação foi um tour com a banda. O mais incrível foi como o craft que foi feito, desde a música, o sound design, desde a ilustração dentro de um ambiente digital, fazia você esquecer onde estava. Você entra naquele mundo”, ressaltou Rodrigues. Saulo Rodrigues: “VR tira as pessoas do chão” Segundo ele, premiar um trabalho de VR com GP é um sinal para o mercado de que essa é uma mídia que de fato pode ser explorada. Rodrigues disse que a qualidade dos trabalhos brasileiros inscritos foi boa, mas que gostaria de ver mais peças do país em Digital Craft, que na opinião dele é uma das categorias mais importantes do festival, Divulgação porque mostra o futuro. “Senti falta de ver o Brasil olhando mais para isso de perto”. O criativo contou que fez o teste com Ricky Brasil para o júri. “Eles usaram data para construir um personagem convincente. Quando fiz o teste, falei para os jurados que senti raiva, embora soubesse que ele não é de verdade”, contou Rodrigues. Alê Oliveira 28 25 de junho de 2018 - jornal propmark

cannes Divulgação Leões de Design chamam a atenção para causas sociais Inequality Balls, criada pela Africa para ESPNW, que ganhou prata e bronze, mostra a desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte por meio de mensagens nas bolas Agências brasileiras conquistam oito prêmios, sendo três pratas e cinco bronzes; resultado é o dobro da performance do ano passado no festival KELLY DORES – de Cannes Cases com impactos sociais foram a grande tendência vista em Design no Cannes Lions 2018. O júri concedeu o Grand Prix para Trash Isles, da AMVBBDO de Londres, para a ONG Plastic Oceans/Ladbible. O case chama a atenção para a quantidade de lixo no oceano e constrói um país a partir do próprio lixo, com produção de passaportes e outros itens. A campanha convida as pessoas a se tornarem cidadãos de Trash Isles, com o objetivo de pressionar as Nações Unidas a reconhecer o problema. De acordo com a Ladbible, a quantidade de lixo acumulada no Oceano Pacífico já é do tamanho da França. “O projeto é brilhante, não só na execução do design, que é superinteressante, pois recuperaram todo o universo gráfico de um país, como o passaporte, a bandeira, as notas, mas toda a ideia por trás. Construir uma ilha feita de lixo tem um impacto social gigante. Você vê muitas marcas preocupadas em se associar a questões sociais, como de gênero, LGBT e assédio contra mulheres. Teve vários projetos relacionados a causas, como é o caso de Essa Coca é Fanta (da David). É um projeto muito criativo. O próprio produto virou a mensagem e quebrou a conotação pejorativa”, disse Giovanni Vannucchi, sócio da OZ Estratégia+Design, que representou o Brasil no júri. Outro case brasileiro premiado com temática social foi Inequality Balls, da Africa para ESPNW, que ilustra a desigualdade entre homens e mulheres no esporte por meio de mensagens em bolas da Penalty vendidas na Netshoes. A ideia foi chamar a atenção para a discrepância de salários, investimentos e prêmios entre eles e elas em diferentes esportes. O case ganhou um Leão de prata e um de bronze. BRasIL No total, o Brasil conquistou oito Leões (veja tabela abaixo) em Design. São três pratas e cinco bronzes. O resultado é o dobro de 2017, quando o país recebeu quatro Leões. “Foram 1.300 trabalhos inscritos. Ganhar oito Leões com essa profusão de peças não é fácil em um processo rigoroso como o do festival e até porque design não é o core business das agências”, falou Vannucchi. A R/GA também se destacou em Design. A agência ganhou Leão de prata e bronze com Next, o banco 100% digital criado pela agência para o Bradesco, que foi um dos cases brasileiros mais premiados nos últimos festivais internacionais. “Esse é um projeto que mostra o jeito R/GA de trabalhar, passando por toda a execução e implementação do design”, contou Fabiano Coura, CEO da R/GA São Paulo. Leões BrasiLeiros Vannuchi: “Ganhar oito Leões em Design não é fácil” TíTuLo agêncIa anuncIanTe PRêmIo Inequality Balls Africa ESPNW Prata Hermeto – Made of Music Africa AB InBev Prata Next R/GA Bradesco Prata Next R/GA Bradesco Bronze Inequality Balls Africa ESPNW Bronze 100 Coisas para fazer no Brasil antes de morrer FCB Estadão Bronze Endless Stories AlmapBBDO Getty Images Bronze This Coke is a Fanta David Coca-Cola Bronze Alê Oliveira jornal propmark - 25 de junho de 2018 29

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