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edição de 26 de novembro de 2018

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we mkt Jorge

we mkt Jorge Villalba/iStock “Vou ao shopping!”. Fui... “Não sei por que nos preocupamos com a morte se temos muitos outros problemas para resolver antes” Confúcio Francisco alberto Madia de souza Qualquer estudo meia-boca conseguiria definir com elevada precisão a quantidade de shopping centers que um país como o Brasil comporta. tornaremos ao potencial. Exagerando e no máximo 300 shopping centers permanecerão em pé e abertos no Brasil. E, ainda assim, com muitas mudanças, adaptações, novidades. A grosso modo, esse número é 300! Mas, empreendedores entusiasmados e irracionais quase dobraram esse potencial e estamos batendo nos 500. Nos últimos três anos, notícias e mais notícias de shopping centers antigos e tradicionais com lojas vazias, salvo raríssimas exceções. E os novos que acabavam abrindo suas portas com, exagerando, 50% das lojas ocupadas. Semanas atrás uma fotografia tirada pelo Ibope Inteligência. E na fotografia a situação desses 500 shoppings no Brasil: 12 mil lojas vazias, 41% de vacância. Assim, por esse estudo, se tudo corresse bem, se as razões e motivos para que esses shopping centers fossem construídos prevalecessem, mesmo assim, seriam necessários mais de quatro anos para ocupar todos os espaços vazios. Mas as razões e motivos ficaram pelo caminho. A vida mudou, as cidades se reorganizam, as pessoas privilegiam o não ter de pegar condução mesmo porque o sistema de transporte é deficiente. E preferem, por decorrência, de um lado, comprarem o mais próximo possível de onde moram; e, depois, em centros comerciais menores ou lojas específicas. Deixando os shoppings para circunstâncias, momentos e, ou, compras especiais. Duas ou três vezes por ano. Portanto, de nada adiantarão quatro anos para tentar ocupar-se todas as lojas. As pessoas são as mesmas, mas seus comportamentos, expectativas e motivações são outros. E, assim, gradativamente, re- Idêntico fenômeno ocorre em quase todos os demais países, muito especialmente nos Estados Unidos. Lá, onde cresceram e se multiplicaram, vivem uma vazante e derretimento excepcionais. Estudo recentemente divulgado pelo Credit Suisse fala que, sendo otimista, 25% dos shopping centers daquele país fecharão suas portas. Considerando-se que lá ainda existem 1.200, estamos falando do encerramento de atividades de 300 deles, que deixarão de existir. No país onde a migração para as compras via digital se intensifica, só no ano passado, foram fechadas mais de 8 mil lojas, o maior número da história, superando inclusive o ano de 2008, o da crise das hipotecas. E a mais emblemática dentre todas as lojas de departamento, que abriu suas portas em 1886, a Sears, acaba de pedir concordata. Voltando ao Brasil, os poucos shopping centers abertos nos últimos anos permanecem com mais da metade das lojas vazias, e, nos dois últimos anos, mais lojas fecharam do que abriram. Ou seja, o ciclo chegou ao fim. Como em tudo na natureza e na vida. Primavera, verão, outono e inverno. E mesmo os shoppings sobreviventes, nunca mais terão o mesmo brilho dos primeiros anos, e muito menos provocarão o encantamento das primeiras vezes que as pessoas iam conhecer, passear e fazer compras nos shopping centers. E, felizes e sorridentes, exclamavam: “Eu vou ao Shopping!” Fui! Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 38 26 de novembro de 2018 - jornal propmark

dIgITAL LinkedIn divulga Top Voices e Influencers de 2018 no Brasil Lista traz nomes como Ricardo Chester e Luiza Trajano e mostra a força da produção de conteúdo na maior rede social corporativa do mundo Fotos: Divulgação Ricardo Chester, diretor de criação da AlmapBBDO, é um dos Top Voices 2018 Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, figura como uma das Influencers de 2018 LEONARDO ARAUJO LinkedIn divulgou na última semana a lista de Top O Voices e Top Influencers de 2018 no Brasil. Entre os nomes, destacam-se alguns ligados ao mundo da propaganda e marketing como, por exemplo, Ricardo Chester, diretor de criação da AlmapBBDO; Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza; e Walter Longo, ex-Grupo Abril e Newcomm, entre outros. A diferença entre uma lista e outra é a seguinte: a de Top Voices conta com a presença de usuários que se destacam na plataforma, sendo já conhecidos ou não. Já a lista de Top Influencers usa os algoritmos da plataforma para ranquear os líderes brasileiros que fazem parte do programa. Na primeira lista, o LinkedIn leva em conta o engajamento gerado pelos usuários, isto é, comentários e compartilhamentos; o crescimento de seguidores relativos, ou seja, como o usuário atraiu fãs de seu setor de atuação; e, por fim, a diversidade de assuntos sobre os quais publicam. Já na segunda, é utilizada uma combinação de dados com uma visão editorial para encontrar as vozes de destaque. É analisada a produção dos Influencers dentro das suas áreas de expertise, avaliando em que medida o conteúdo original publicado propiciou conversas no LinkedIn. Como se INsPIRAR? É preciso ter em mente que um Top Voice ou Influencer é uma pessoa, não marca. No entanto, as empresas podem trabalhar suas lideranças com vozes ativas na rede e, consequentemente, esses líderes podem se tornar Top Voices. “A dica do LinkedIn é produzir sempre conteúdo de qualidade e de relevância para a audiência que o líder ou pessoa deseja atingir. Esse conteúdo pode ser um texto simples, uma foto, um vídeo ou um artigo. A frequência do conteúdo também é importante. O usuário que vai seguir um Top Voice ou Influencer não precisa ser ‘bombardeado’ por publicações, mas elas precisam ter um mínimo de periodicidade para manter o usuário interessado”, explica Rafael Kato, editor- -chefe do LinkedIn na América Latina. Kato afirma ainda que o conteúdo nunca foi tão valorizado como nos dias atuais. “O usuário ativo no LinkedIn tem a chance de alcançar um número enorme de pessoas, gerar conversas e criar uma comunidade em torno da sua marca profissional. Por isso, encorajamos que as pessoas compartilhem cada vez mais artigos, vídeos, fotos e publicações de qualidade”, completa. Perguntado se o LinkedIn facilita o contato de marcas que quiserem fazer parcerias com os nomes citados, Kato explica que o time editorial funciona de maneira independente. “Há uma separação Igreja-Estado. Não mantemos nenhuma relação comercial com eles e não fazemos essa ponte. Nosso olhar está voltado unicamente para o conteúdo. Portanto, as marcas devem procurar os usuários diretamente. Os posts patrocinados são permitidos no LinkedIn, com exceção das pessoas que fazem parte do nosso programa global de Influencers. O selo no perfil reconhece os líderes mais importantes dos negócios. Eles não podem fazer posts patrocinados dentro da plataforma”, elucida. Outros nomes do setor de comunicação, como Gilberto Dimenstein (Catraca Livre) e Ricardo Amorim (Manhattan Connection), também foram mencionados. Para acessar a lista completa basta entrar no link: http://bit.ly/linkedinlista. jornal propmark - 26 de novembro de 2018 39

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