Views
8 months ago

edição de 29 de abril de 2019

  • Text
  • Queria
  • Jornal
  • Marca
  • Abril
  • Brasil
  • Anos
  • Marketing
  • Mercado
  • Propmark
  • Digital

eyond The line

eyond The line juanmonino/iStock Agile, Kanban, Scrum... WTF?! Até me tornei um expert em design thinking, metodologia que faz parte desse caldeirão aí Alexis Thuller PAgliArini Fui convidado para moderar um painel num evento do amigo Ramon, do MestreGP. Sou fã do Ramon e da sua dedicação à disseminação de técnicas e vantagens da Gestão de Projetos na nossa área. Não recuso um convite desses. Aí ele me brifa quem serão meus pares à mesa do painel e os temas que devem pintar: Ágil (ou Agile), Scrum, Kanban, SMART... Eu não assumo minha ignorância, até porque parte dessa sopa de letrinhas até tenho conseguido digerir por força da minha curiosidade e o receio de não acompanhar os processos mais modernos. Afinal, até me tornei um expert em design thinking, metodologia que faz parte desse caldeirão aí. Mas tem mais letrinhas para serem digeridas: tem o tal Kanban (esse eu até acompanhei quando trabalhei na Honda, tempos atrás), Lean, Design Sprint, XP (Extreme Programming), MVP... WTF (What the Fuck) é isso tudo?! E o que tem a ver com a nossa atividade? Bem, o tiozão aqui não gosta de ficar de fora de discussão de moderninhos. Então, lá fui eu tentar entender minimamente esses termos. Se você acha perda de tempo continuar lendo este artigo, pense duas vezes. Esses termos estão em todas as rodinhas de startuppers e da galera que vive o universo digital com naturalidade. Talvez nada disso aí possa fazer sentido pra você, mas é importante pelo menos saber do que se trata, não? Bem, a maior parte desses termos vem do desenvolvimento de softwares ou projetos digitais. A cultura Agile surgiu de um manifesto em 2001, nos EUA, visando um processo mais ágil no desenvolvimento de softwares. A premissa básica da metodologia é o desenvolvimento incremental com foco no cliente, facilitando a coordenação e otimizando recursos. Menos burocracia e maior capacidade de mudar planos no meio do caminho. Mas o que mais caracteriza o método é o desenvolvimento de tarefas em paralelo, sem obedecer um processo formal de etapas. E isso merece uma reflexão das agências de propaganda. Aliás, algumas já adotam algo parecido. Ou seja: em vez de esperar o planejamento, desenvolver conceitos e caminhos, a criação, atuar na concepção de linhas e peças, a mídia definir os meios ideais e tudo seguir um desenvolvimento linear, etapa a etapa, o Agile prevê tudo ao mesmo tempo agora. Todos atuam colaborativamente desde o início do processo, com interações e consequentes contribuições positivas para o todo. Já o Kanban, nascido dentro da Toyota, na década de 1960, volta à tona como um processo facilitador de desenvolvimento de projetos. O termo Kanban tem tradução literal de “cartão” ou “sinalizador”. Em síntese, cria-se um board com todas as tarefas de uma atividade e os envolvidos usam post-it para sinalizar o status. Os post-it são feitos, a fazer, em desenvolvimento. O processo é bastante simples e funcional: em uma tabela organizam-se todas as etapas do desenvolvimento, dispostas em colunas, da concepção à produção. Aí são feitas distinções de atividades a fazer, em desenvolvimento, já entregues, bem como estipuladas prioridades. O próprio time envolvido se encarrega de puxar para si os cards de atividades (User Stories) assim que possível, de acordo com o perfil e o prazo de cada variável da campanha. E, como todos têm acesso compartilhado, fica mais fácil ter uma visão holística de quem está fazendo o quê e quais atividades ainda precisam ser atacadas. Como nosso espaço aqui é finito, vou destacar apenas mais uma metodologia: Smart. O conceito de Smart é aplicado para definição de metas dentro da metodologia ágil, e estabelece os cinco critérios que devem estar presentes em uma meta: Specific (especificidade); Mensurable (mensurável); Attainable (alcançável); Relevant (relevante) e Time-related (temporal). O simples fato de ter em mente esse acrônimo Smart ao iniciar um processo de desenvolvimento de uma campanha já vale, não? Bem, como disse, a sopa de letrinhas é muito mais substancial do que as poucas linhas deste artigo, mas espero ter aguçado seu apetite para mais conhecimento. Alexis Thuller Pagliarini é superintendente da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) alexis@fenapro.org.br 20 29 de abril de 2019 - jornal propmark

AgêNCiAs CEO da Artplan Rio traz um pouco das startups para “dentro de casa” Com nova proposta de trabalho, Marco Antonio Vieira Souto celebra um ano no comando da empresa de olho nas transformações do mercado Alisson Fernández o fundo, nada mudou. “NContinuamos tentando capturar o interesse do consumidor”. A citação de Marco Antonio Vieira Souto, CEO da Artplan no Rio de Janeiro, reforça que mesmo com todas as transformações que a indústria da comunicação sofreu nos últimos anos, a essência do trabalho continua a mesma: encantar e atrair o público. É claro que grande parte dessa remodelação, com a chegada de diversas plataformas digitais, não ocorreu somente por conta de um novo modelo de negócios e, sim, porque os consumidores também mudaram. Souto ressalta que são as emoções humanas que estão em jogo, e elas continuam as mesmas de anos atrás. “É o mesmo medo e angústia. Os jovens possuem hoje a mesma história de querer fazer parte e ser diferente ao mesmo tempo. Esse dilema atravessa a história da humanidade. Antigamente, você tinha uma televisão que pautava as conversas. Atualmente, as conversas pautam os meios de comunicação. Na realidade essa é uma mudança de poder. O que torna muito mais complexo e difícil o trabalho das agências e marcas”, afirma. Com quase 40 anos de mercado e passagens por grandes agências e anunciantes, Souto encarou no último ano o desafio de comandar a operação carioca da Artplan, após mais de dez anos na companhia. Mesmo com um cenário político e econômico não tão favorável, o profissional soube se reinventar trazendo novas soluções para seus clientes. O resultado veio com a consagração no Prêmio Colunistas Rio, realizado pelo PROPMARK, onde a Artplan conquistou o título de Agência de Comunicação de 2018. “Este é o resultado de uma aposta dentro de um produto criativo e de qualidade que estamos realizando. Uma tentativa de fazer diferente em 100% do tempo. Investimos em criação, conteúdo e mídia, pois se não temos visibilidade, não adianta realizar o trabalho mais criativo do mundo. A expectativa do novo é o que nos alimenta para o futuro que está aí”, afirma Souto. NOVA FORMA DE ATUAR De olho no futuro, a Artplan sabe que é cada vez mais importante ter uma flexibilidade Divulgação Marco Antonio Vieira Souto: “A expectativa do novo é o que nos alimenta para o futuro” “Temos um manTra inTerno que fala que aTé 2022 não seremos uma agência e, sim, um hub de negócios” exponencial. Adaptar-se rapidamente às mudanças de cenário é vital para qualquer empresa que deseja ter uma vida mais próspera. “Temos um mantra interno que fala que até 2022 não seremos uma agência e, sim, um hub de negócios. Estamos trabalhando para isso e trazendo um pouco do modelo de startup para ‘dentro de casa’. Então, experimentamos coisas novas e erramos rápido e barato. Com isso, tentamos entender para onde essa história vai nos levar. Acredito que ela está nos levando para longe daquilo que é uma agência e para perto do que acreditamos que sejam as dores dos clientes. A dor do cliente é o que vai fazer com que ele busque fora de casa e, em um parceiro, aquilo que ele não está conseguindo entregar”, diz Souto. As dores citadas por Souto se refletem na multiplicidade de pontos de contato e conexões que o anunciante possui atualmente. A agência não quer apenas fazer o gerenciamento ou dizer onde é melhor e mais barato aplicar o esforço de comunicação de cada marca, ela quer ser um solucionador de negócios. “A ideia de comunicação, que parte da etimologia de tornar comum, hoje possui vários intermediários no meio da história. A agência vai ter de ser cada vez mais inteligente. A sabedoria é não cair na armadilha do dado pelo dado, da informação nua e crua. Cada vez mais teremos de investir naquelas pessoas que nos ajudam a decifrar o ser humano de uma outra forma, que seja inusitada, rica e envolvente. Estamos expostos às marcas o tempo inteiro, mas o que faz uma pessoa parar para ler, ouvir ou ver um conteúdo? É o interesse. E as marcas continuam querendo a mesma coisa, participar da vida dos consumidores de uma forma não tão intrusiva”, finaliza. jornal propmark - 29 de abril de 2019 21

edições anteriores

© Copyright 2000-2019 propmark o jornal do mercado da comunicação. Todos os direitos reservados.