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edição de 3 de dezembro de 2018

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mArcAs Bob’s se

mArcAs Bob’s se reposiciona e sugere que consumidor questione os padrões NBS cria conceito Relaxa e Bob’s para falar sobre quebra de regras e fuga de lugares-comuns; agência coordenou pesquisa que norteia comunicação Claudia Penteado NBS assina a campanha que reposiciona o Bob’s com convite para quebrar re- A gras e ser contra padrões, “do jeitinho que cada um quiser ser”. Seja pela escolha de não ter filhos, por ter um corpo ou um cabelo fora do padrão, tudo se resume no conceito Relaxa e Bob’s, um trabalho que vem como uma resposta às pesquisas que vêm sendo coordenadas pela agência com a Provokers ao longo deste ano. O aprofundamento no comportamento das pessoas tem como objetivo aproximar a comunicação da marca de suas virtudes mais essenciais. “A nossa pesquisa concluiu que uma das maiores virtudes do Bob’s é dar ao consumidor a liberdade de ser fora do padrão. No Bob’s o cliente pode colocar mais molho à vontade, pode adicionar um ingrediente grátis ao seu sanduíche, o Milk Shake pode vir do jeito que o cliente quiser, até mal batido. Pegamos essas características e decidimos assumir em um novo posicionamen- Pão de Açúcar investe em pesquisa e tem comunicação mais emocional Filme destaca a felicidade dos encontros; estratégia ganha primeira ação neste fim de ano, mas conceito conduzirá propaganda ao longo de 2019 Criada pela BETC/Havas para o Pão de Açúcar, a campanha A Felicidade acontece quando a gente se encontra busca reforçar relação emocional com consumidores, valorizando os encontros entre as pessoas. Tudo isso embalado pela música Felicidade, de Seu Jorge, com interpretação das cantoras Ana Caetano e Vitória Falcão, integrantes do duo Anavitória. A nova ação, que indicará o norte da comunicação da rede em 2019, estreia com filme especial para TVs aberta e fechada e redes sociais, que mostra diversos momentos de encontros, destacando as celebrações de Natal e fim de ano, reforçando que não importa o meio, o importante é a conexão entre as pessoas. “O Natal é um momento especial do ano, em que o aspecto emocional é muito forte e Cena da nova campanha de Bob’s, que apresenta reposicionamento da marca Cena da nova campanha do Pão de Açúcar, que dá o tom da comunicação para o próximo ano remete aos encontros entre as pessoas. Por isso, escolhemos esta data para estrear a nova campanha e apresentar o mote inspirando nossos clientes”, explica Maria Cristina Merçon, diretora de marketing do Pão de Açúcar. Divulgação to”, explica Marcello Noronha, diretor de criação da NBS. Durante todo o período de criação da campanha, a agência contou com o apoio de grupo de especialistas em diversidade que, segundo Noronha, os ajudou a selecionar os melhores temas, como abordar cada assunto e o que deveria ser evitado. “O Bob’s é uma marca contemporânea atenta ao espírito do seu tempo. O novo posicionamento é um espelho disso, cruzando características dos produtos com a visão inclusiva que a marca e a empresa sempre tiveram”, afirma André Lima, Co-CEO e CCO da NBS. Divulgação A marca quer fixar que são os pequenos momentos cotidianos que trazem a felicidade e que o Pão de Açúcar busca inspirar e participa deles oferecendo alguns dos melhores ingredientes. 40 3 de dezembro de 2018 - jornal propmark

mídia Especialistas discutem formas para combater as fake news no digital Educação, true news e outras iniciativas podem ajudar a minimizar problema que causa prejuízos à sociedade, aponta debate na ESPM Rodrigo Cebrian, Denilde Holzhacker, Urá Machado e André Fran, que participaram do Jornalismo. Fake News. pós-Verdade Felipe Turlão circulação de conteúdos A inverídicos ou deliberadamente falsos, as chamadas fake news, foi tema de seminários e debates que uniram na semana passada especialistas em comunicação, dentre profissionais de jornais, produtoras e academia. Realizado no InovaBra Habitat, o evento Jornalismo. Fake News. Pós-Verdade teve como parceiros a ESPM, Base#1, Strata RP e Azul, com mediação de Emmanuel Publio Dias, consultor e professor da ESPM. O tom das discussões foi além de constatar o tamanho do prejuízo da sociedade por causa das fake news, tentando trazer soluções que já estão sendo adotadas. Na Folha de S.Paulo, uma série de iniciativas busca minimizar o problema, como forma de valorizar o jornalismo de qualidade. As duas linhas principais são criar mecanismos ativos para combater fake news, dentre elas as checagens através do serviço Folha Informação e de parcerias com players como a Lupa, e a atuação para garantir que as informações sejam bem apuradas e corretas. Nos dois casos, não há novidades, já que o veículo sempre atendeu leitores para saber se algo era real ou não, e uma das premissas da Folha é a verdade. A diferença é que, agora, o inimigo parece mais forte, como reconheceu Urá Machado, secretário-assistente de redação da publicação. “Se eu falar que o jornal vai criar uma série de mecanismos para desmentir informações falsas, que isso resolveria a maior parte da vida das pessoas, estaria mentindo. Não sou otimista nesse combate às fake news, porque não vejo as pessoas mudando seus víeses de informação. Elas tendem a acreditar naquilo que reforça seu preconceito. No veículo, se nos concentrarmos em não piorar essa situação, temos a melhor forma de ajudar a melhorar”, afirma Machado. Para ele, a melhor forma de combater fake news é com true news. “Na minha utopia, as pessoas vão progressivamente perceber que o ambiente das redes sociais é tóxico para informações e, se quiserem algo real, precisam assinar veículos sérios de comunicação. Não adianta receber na internet um link de veículo, porque teremos cada vez menos certeza que aquele print screen pertence a uma Folha”. Denilde Holzhacker, professora de relações internacionais da ESPM, trouxe o ponto de vista acadêmico sobre o fenômeno, e explicou a dificuldade de enfrentá-lo. “A primeira informação que a pessoa recebe tende a ser vista como correta. E, quanto mais ela é repetida, mais credibilidade ganha. Uma das formas de enfrentar é repetir informação várias vezes, por isso, é difícil mudar a opinião das pessoas sobre algo que elas já acreditaram. Os estudos mostram que, com a quantidade de informação que temos, é difícil distinguir o que é real do que é falso. Ele usa algum sistema que, na prática, repete suas crenças”, avalia. Por conta desse sistema, as pessoas estão desconsiderando as opiniões de especialistas e reforçando informações que recebem de seus grupos mais próximos. “Há uma preocupação com o que chega no indivíduo, muda processos eleitorais e a visão sobre políticas públicas”, diz Denilde. Segundo ela, as grandes questões de hoje sobre fake news são como fazer as pessoas saírem de suas bolhas de informação e quais seriam os processos para diminuir o impacto das notícias falsas na formação da opinião pública. São os grandes dilemas, para os quais, reconhece a acadêmica, ainda não há respostas. Uma possível solução, diz, passaria pela educação midiática em um mundo com muitas informações, algo ainda pouco discutido no Brasil. “As pessoas precisam reaprender a ler e entender o que sai na mídia. Desde a escola, entender o que é. E separar suas convicções do que Alê Oliveira é fato e realidade. Outro fato é a educação digital, como se comportar nas redes sociais. E sociedade civil e governos também estão discutindo as informações que trafegam pelo WhatsApp e como os algoritmos criam essas bolhas”, afirma Denilde. André Fran e Rodrigo Cebrian, roteiristas e sócios da Base#1, e produtores da série da Globonews Que mundo é Esse, fizeram um longo experimento retratado em documentário no qual identificaram um centro de produção de fake news na Macedônia, que foi capaz de influenciar informações que circularam pelos Estados Unidos. O “negócio”, mostraram, se revelou lucrativo por conta do número de acessos que resultaram em anúncios nos sites, via AdSense, do Google. “Nossa experiência de jornalismo indo até a fonte de verdade, mostra a vantagem desse tipo de ação em um mundo da banalização da tecnologia, em que todos podem produzir conteúdo, que o poder da grande mídia foi diluído”, afirmou Fran. jornal propmark - 3 de dezembro de 2018 41

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