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edição de 3 de dezembro de 2018

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mercado Fotos: Divulgação “os criAtivos entenderAm que, pArA gerAr engAjAmento do público, o conteúdo precisA trAzer umA verdAde ArtísticA, ser orgânico e espontâneo” Paulinho Corcione: “Mercado usa a MPB corretamente” “Olhando pelo lado do artista, há uma parte muito interessante e outra perigosa. A parte interessante é que o áudio autoral é uma arte, é a customização exata do que a marca quer dizer, tornando-se singular. O perigo é que muitas vezes, apesar da parte financeira positiva, o resultado final nem sempre condiz com a imagem daquele artista”, pontua Paulinho Corcione, sócio e produtor da Lucha Libre, que já acumula 14 anos no mercado de produção. O profissional, aliás, acredita que a propaganda está utilizando a MPB na medida correta. “A escolha da trilha é baseada em pesquisas, história dos clientes e criatividade, e também limitada pela preocupação com números e resultados”, observa. Muito além de campanhas pontuais, a música também tem sido um elemento essencial para a construção da identidade das marcas de formas mais amplas. Isso é refletido em cases de brand experience, como por exemplo o Festival TIM Music realizado este ano, que além de patrocínio contou com plataformas de conteúdo de diferentes formatos, desde playlists em players digitais até webséries. riTmo do Brasil Sobre o estágio do mercado com relação à utilização da música na propaganda, as vozes das fontes são dissonantes. Para Paulo Lima, o segmento tem evoluído muito nos últimos cinco anos. “Da mesma forma que o mercado publicitário está cada vez mais preparado para criar campanhas relevantes e de impacto utilizando a música como ferramenta, os artistas também têm valorizado cada vez mais as associações com marcas, como forma de impulsionar o desenvolvimento de suas carreiras”, expõe. Para Serginho Rezende, o Brasil está em um nível bom e avançado, a ponto de ser hoje complexo identificar o que é jingle e o que é música de fato, ou quando o artista foi convidado pela marca ou quando é a marca que está usando uma música do artista. “Tem também uma relação de marcas patrocinando clipes, realizando ações com Serginho Rezende: “Interação tem sido muito boa” Tula Minassian: “Falta conhecimento musical publicitário” artistas. Acho que a interação tem sido muito boa e nós temos vários formatos de utilização”, acredita. Já Max de Castro acha que o mercado nacional anda um pouco atrasado, que poderia ser mais prático e inspirado no ritmo americano. “Lá os caras chegam e falam: vamos fazer uma campanha da Nike? Vamos contratar um grande produtor musical. O que mais tem aí? Um comercial de Paulo Lima: “Segmento tem evoluído muito” carro, varejo, só para o fim de semana? Então compra TV aberta e não vamos perder tempo fingindo que estamos discutindo trilha. Acho que aqui falta esse entendimento de negócios”. Minassian é ainda mais enfático, e avalia que o mercado andou para trás nos últimos anos, como diversos outros segmentos. Sua crítica diz respeito principalmente a pasteurização de alguns elementos. “Hoje vemos licenciamentos musicais e trilhas brancas compradas em inúmeros sites por apenas 100 dólares e colagens sonoras, entre outras coisas. Mas tenho fé que, em algum momento, algum gênio dirá: que tal compormos uma trilha sonora original?”, ironiza. sem desafinar Conectar artistas e marcas é um trabalho complexo, que requer enorme cuidado e atenção, mas zelar pela qualidade do produto final também não pode ficar em segundo plano. “O importante nos dias de hoje me parece ser se clicaram ou não clicaram. E isso determina a eficiência da utilização da MPB na propaganda atual. Na minha opinião de produtor vou sempre preferir avaliar se fizeram um bom arranjo e se a música em questão estava adequada ou não. Na maior parte das ações a preguiça é tamanha que, por conta de um verso, a música acaba sendo agregada à peça publicitária. Acho que falta conhecimento musical publicitário”, finaliza Minassian. Para o presidente da Play it Again, o que se percebe em diversos casos é a utilização de “pretensos arranjos musicais tido como contemporâneos, ousados e fora da caixinha, mas que descaracterizam e retiram da música original todo poder de recall já gravados nas mentes dos consumidores”. Em sua percepção, em tempos de músicas internacionais “banais e inexpressivas” na maior parte das vezes, a MPB poderia ter ainda mais participação nas propagandas. “Mas se torna inviável perante os ridículos custos de licenciamentos agenciados por produtores de som preguiçosos e sem amor à profissão que escolheram”, finaliza. 48 3 de dezembro de 2018 - jornal propmark

mercado SXSW à brasileira, Festival da Transformação chega à 2ª edição Evento ocorreu em Porto Alegre, com foco em comunicação e negócios; encontro contou com 450 atividades e mais de 300 horas de conteúdos LEONARDO ARAUJO – de Porto Alegre Com mais de quatro mil participantes nos dois dias de evento (últimos dias 24 e 25), no campus da ESPM Sul, em Porto Alegre, o Festival da Transformação – FT18 terminou sua segunda edição que contou com 450 atividades e mais de 300 horas de conteúdo nos cinco hubs temáticos do festival: Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo, Marketing e Cultura. “O FT18 foi uma construção coletiva que envolveu centenas de empresas e pessoas, dezenas de entidades e 23 curadores. O festival entregou para o Brasil um conteúdo que inspira uma mudança de atitude, por isso o nome é ‘Festival da Transformação’. Esse conteúdo envolveu desde uma horta, que iniciou no evento e foi para um sítio, onde se aprendeu técnicas de compostagem, até neurociência, empreendedorismo, agrobusiness, drones, pautas de inclusão, diversidade e sustentabilidade, como por exemplo o painel de boas-vindas no prédio C, com o logo do FT18 formado por cachos de bananas orgânicas”, diz Jonatas Abbott, vice-presidente de marketing da ADVB/RS e CEO do FT18. Eventos como esse jogam luz no mercado de comunicação do Rio Grande do Sul, que não costuma ser tão valorizado pelo resto do Brasil. “Porém, é uma vanguarda no digital, foi a origem de duas das maiores agências digitais do Brasil e de um dos maiores provedores de internet. Por isso diria que junto com Santa Catarina, que é um grande polo do país, o Rio Grande do Sul é um gerador de empresas e profissionais de tecnologia”, destaca Abbott. Entretanto, o profissional ressalta que o RS é sim um estado que se estagnou muito nos últimos 40 anos, além de ser Jonatas Abbott: “Transformar os indivíduos por meio da educação” geograficamente desfavorecido em relação a outros e, por isso, acaba não tendo os holofotes do mercado. “Hoje o RS tem pelo menos cinco grandes eventos de tecnologia e empreendedorismo. Então, o estado é muito ativo, mas tem dificuldade de projeção, e o festival desloca um pouco o eixo, assim como o SXSW faz em Austin, nos Estados Unidos, deslocando também o eixo da criatividade, inovação e empreendedorismo para o Texas. O evento é um instrumento de valorização do estado e de seus protagonistas”, analisa. O sucesso de 2018 garantiu a próxima edição. “O FT19 será realizado e, assim como ganhou novos conteúdos e passou a ocupar oito pontos da cidade de Porto Alegre neste ano, em 2019 deve ocupar diversos outros lugares. A ideia é começar a preencher toda a cidade e fazer ela se envolver mais com “A ideiA é começAr A preencher todA A cidAde e fAzer elA se envolver mAis com o evento” Agência Preview/Divulgação o evento”, comenta Jonatas. Outro ponto levantado pelo CEO do festival é o momento em que o Brasil vive. Para ele, é importante mencionar que as pessoas estão lendo com menos profundidade e de maneira mais instantânea, repassando fake news para seus contatos. “Festivais como o FT18 têm um papel muito importante ao se propor a transformar os indivíduos por meio da educação, diversidade, inclusão, tolerância, acesso ao conteúdo mesclado entre tudo isso com tecnologia, inovação e empreendedorismo. É muito importante haver essa complexidade de conteúdos para que se possa transformar as pessoas em melhores empreendedores, vendedores do seu estado, empresa e comunidade, sabendo sempre conviver com o outro e montando projetos de empresas que sejam altamente lucrativos, mas também altamente sustentáveis”, finaliza. jornal propmark - 3 de dezembro de 2018 49

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