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edição de 5 de novembro de 2018

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produtoras Whext discute

produtoras Whext discute principais desafios que produção deverá enfrentar Evento da Apro e FilmBrazil destacou novas tecnologias e cocriação, além de premiar profissionais e lançar campanha para banir assédio Felipe Turlão Whext (What’s Next), festival da Apro (Associa- O ção Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais) e Film- Brazil, realizou a segunda edição na semana passada, em São Paulo, e reuniu representantes de anunciantes, agências e veículos, mas com foco voltado aos profissionais das próprias produtoras. “Pensamos a programação para discutir as principais questões do segmento”, afirmou Marianna Souza, gerente- -executiva da FilmBrazil, a plataforma de promoção do audiovisual brasileiro no exterior. “Não somos fornecedores, mas um player estratégico no mercado”, reforçou Paulo Schmidt, presidente do conselho da Apro. Entre os destaques do ano, marcaram presença grandes nomes da produção internacional na programação de seminários. Uma das palestras do primeiro dia foi protagonizada por Bart Yates, sócio e produtor- -executivo da premiada Blink, do Reino Unido. Especialista em animação, exibiu diversos cases da empresa para clientes como BBC e Channel Four. “As diversas tecnologias novas ajudam muito na qualidade da produção, trazendo aspectos estéticos interessantes. Mas o desafio da grande produção é extrair o aspecto emocional de cada história”, afirmou. Na ação de Copa do Mundo da BBC, por exemplo, a Blink fez cada frame do comercial com uma tecelagem única, ao estilo russo, criando um efeito visual muito interessante. Quem vê o comercial final não consegue ter ideia do trabalho da produção, que envolveu mais de 600 pessoas e dezenas de milhares de metros de tecido. Yates trouxe algumas das tecelagens para a plateia do Whext ter contato com a inicia- Marianna Souza e Paulo Schmidt: “Tecnologias novas ajudam muito na qualidade da produção” tiva, que levou quatro meses para sair do papel. Ele lembra que, no Reino Unido, houve uma verdadeira corrida por animações, na esteira do sucesso de campanhas de Natal das redes varejistas John Lewis e Harvey Nichols, que foram premiadas diversas vezes no Festival de Cannes. “Todos querem algo como John Lewis, e é sempre nisso que tentamos mirar”, afirmou Yates. “Misturamos tecnologias como stop motion e CGI, mas precisamos de pessoas para trazer mais veracidade às cenas de dança. E para expressarem a emoção que conecta pais e filhos”, afirmou o profissional. A programação do evento englobou ainda painéis sobre uso de inteligência artificial e realidade aumentada nas produções publicitárias audiovisuais; diversos workshops da London Film Academy sobre uso de realidade virtual em roteiros e sobre storytelling; presença de dirigentes das entidades como Abap, Apro e AICP (dos Estados Unidos) para debater o mercado; e o lançamento de campanha contra o assédio sexual nos sets de filmagem – criação da F/ Nazca sobre cartilha Antiassédio do Setor Audiovisual. Outro painel do primeiro dia foi sobre a produção de videoclipes musicais, com presença de diretores renomados. “Quando moleque, via muito videoclipe na MTV e isso ajudou na minha formação. Mesmo com o fim do canal, o formato de clipe sobreviveu e demonstrou sua força”, disse Paulo Corcione, da Lucha Libre, mediador do painel. Pedro Tourinho, da Soko e da MAP, afirmou que a participação das marcas em clipes, antes, era apenas para pagar a conta. “Hoje, temos projetos que chegam a US$ 1 milhão, que se tornaram uma grande oportunidade para as marcas, Divulgação “Mais que falar de conteúdo de Marca, é hora de falar de resultados” por causa do alcance que se conquistou nas redes sociais”, explica. “O clipe, muito além de product placement, se tornou parte de uma estratégia maior para qualquer marca”, concorda Tom Gil, diretor de contas da WMcCann. Também participaram da conversa Bruno Ilogti (O2 Filmes) e Daniel Campello (ORB). conjunto Um dos painéis reuniu alguns dos principais anunciantes brasileiros, em uma conversa direta com os profissionais de produção. Em linhas gerais, 14 5 de novembro de 2018 - jornal propmark

os clientes pediram ao mercado que pensem em formatos de trabalho em conjunto. “Em muitos casos, nossos projetos têm funcionado bem com relação direta entre produtoras e clientes e os profissionais de marketing precisam aprender a lidar com essa realidade”, afirmou Danielle Bibas, Global Chief Creative and Content Officer da Avon. Ela mencionou a campanha Eu Sou Bonita, uma websérie para valorizar a diversidade e questionar os padrões de beleza da sociedade. Com cinco capítulos, o formato de websérie foi realizado por Avon, Think Eva, Ryot Studio, Oath e Huff- Post, contando ainda com insights do Google e produção da Zeppelin Filmes. “Usamos diversos players diferentes, incluindo publishers, cliente e produtora, para compor um ecossistema em cima do insight principal: há uma grande busca nos mecanismos do Google pela pergunta Eu sou bonita?. Outros clientes falaram sobre modelos parecidos de cocriação. Ana Paula Fischer, grouper marketing manager da Johnson & Johnson, falou sobre a plataforma Meu Bebê, que já conta com 9 milhões de visualizações e se tornou um influente canal de YouTube. “Foram 40 pessoas envolvidas no projeto de cocriação, que partiu da ideia de como ajudar as pessoas a cuidarem de seus bebês”, explica a executiva. Basta Uma campanha que pede o fim do assédio moral e sexual no setor audiovisual foi lançada durante o Whext. Criado pela F/Nazca Saatchi & Saatchi, o movimento recebeu o nome de Corta!. A campanha integra um conjunto de ações que propagam no mercado o Pacto feito pela Indústria para cessar os comportamentos abusivos no ambiente de trabalho e suas adjacências. As peças levam a assinatura Corta!, em referência ao termo utilizado nos sets de filmagem para terminar uma cena e, ao mesmo tempo, dar um basta geral no comportamento abusivo. “É acima de tudo um trabalho que tem de entrar e permear toda a cultura do setor”, afirmou Marianna Souza, da FilmBrazil. Peça da campanha Corta!, que pretende banir do cenário assédio moral e sexual apro premia profissionais com troféu criado pela tátil design segunda edição do Whext A trouxe uma novidade: o Whext Awards, que premiou profissionais da produção em 11 categorias. Os associados da Apro e da FilmBrazil indicaram três profissionais em cada uma das categorias e os vencedores foram Giovanna Moretto (produção de figurino), Alice Wolfenson (produção de elenco), Carol Ozzi (direção de arte), Reinaldo Faria (direção de produção), Camila Andreoni (assistente de direção), Rami D’Aguiar (montagem), Cirilo Bonazzi (finalização), Kito Siqueira e Roberto Coelho (produção de áudio), Adolpho Veloso (direção de fotografia), Francesco Civita (produção executiva) e Felipe Vellasco (direção). Os jurados da competição foram: Bart Yates (Blink), Fabiano Beraldo (David), Fábio Costa (Saatchi & Saatchi), Jennifer Chen (Droga5), Josh Rabinowitz (Grey NY), Laura Esteves (Y&R), Marco Monteiro (FCB), Mariane Goebel (BETC Havas), Matt Miller (AICP), Melissa Barany (VML), Rafael Urenha (DPZ&T) e Stephen Mean (Adam&Eve DDB). O Whext Awards teve o troféu criado pela Tátil Design de Ideias. FT jornal propmark - 5 de novembro de 2018 15

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