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edição de 5 de novembro de 2018

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wE mkt gchutka/iStock

wE mkt gchutka/iStock EmbraBoeing ou BoeingEmbra? “Ninguém é ateu num avião em turbulência”. Erica Jong Francisco alberto Madia de souza Nos próximos dias deverá ser anunciada a soma Embraer e Boeing. Pessoas antigas e conservadoras continuam acreditando e apostando em casamentos convencionais. Casais jovens juntam, combinam regras e, antes de uma sociedade formal, querem ver se é necessário dois virarem um ou dois continuarem sendo dois para dar origem ao três. Um terceiro negócio. Amando-se e multiplicando os resultados, sem necessariamente caírem na tolice de tentar somar incompatibilidades, diferenças e culturas. Sem confrontarem egos de diretorias abarrotadas de pavões e cisnes. Quase sempre morando em casas separadas ou, se juntos, cada um em seu quarto. No Sharing World, da Sharing Economy, empresas não compram empresas. Somam- -se em direção a objetivos comuns, complementando competências, compensando deficiências, superando dificuldades. Fazem Sharing Business. Criam Sharing Companies. Meses atrás Boeing e Embraer, Embraer e Boeing, anunciaram o noivado. Quem faz o maior, faz o menor? Até faz, mas não é eficaz e muito menos produtivo. A cultura interna nas empresas dos Wide Bodies é uma; na dos Narrow Bodies, outra. Assim, não foi por acaso que Airbus e Bombardier somaram suas operações, da mesma forma que inexoravelmente Boeing e Embraer farão o mesmo. E por que essa pressa toda? Pela simples razão que Boeing e Airbus – Wide Bodies - não conseguiriam, no devido tempo, organizarem-se para produzir aviões de porte menor – Narrow Bodies. E que é para onde caminha a aviação comercial em todo o mundo. Nos últimos dados divulgados pela FlightGlobal, consultoria inglesa que monitora o negócio da aviação, as perspectivas de médio e longo prazo são as melhores possíveis, e as projeções e números surpreendentes. E como avião não se decide, pla- neja, projeta, constrói do dia para a noite – alguns modelos demandam mais de uma década – a hora de decidir e somar é agora. Até 2021, apenas para atender o crescimento orgânico da demanda, as empresas aéreas terão de investir US$ 125 bilhões por ano. No fim do primeiro semestre de 2018, Boeing e Airbus, somadas, tinham em carteira um volume de encomendas de 13,2 mil aeronaves. Agora vamos conferir as projeções da Iata, que tem como sócias as 275 maiores empresas aéreas do mundo. O tráfego aéreo vai quase dobrar de tamanho até 2036. Dos atuais 4 bilhões de embarques, para 7,8 bilhões. E onde aumentará de forma substancial a demanda? Nos voos de curta e média distância, nos aviões de até 150 lugares e um único corredor. Com o adensamento de voos e passageiros prevalecerá uma mudança na configuração das aeronaves Narrow Body. Que, para garantir maior velocidade no embarque e desembarque, muito provavelmente, terão de ser repensadas e redesenhadas para comportarem dois corredores. É isso, amigos. Quando o mercado em que atuamos implica em planejamentos e longo prazo, onde as decisões de hoje levam anos, algumas vezes décadas para serem implementadas, em quase todas as situações, somar, fazer alianças, compartilhar, é o caminho mais seguro para se preservar no jogo e de forma competitiva. Assim, o casamento de empresas como o conhecemos perdeu a razão de ser. É complicado, difícil, demorado, entediante. E quando não dá certo é uma epopeia para ser desfeito. Portanto, brevemente, nos maiores aeroportos do mundo e nos céus dos cinco continentes, os novos aviões da EmbraBoeing, ou BoeingEmbra. Da Bombarbus ou Airbardiere. Que sejam felizes para sempre até que o mercado sinalize em nova direção. Agora, afivelem os cintos e atentem às instruções... Vamos decolar. Francisco Alberto Madia de Souza é consultor de marketing famadia@madiamm.com.br 20 5 de novembro de 2018 - jornal propmark

curtas Fotos: Divulgação Alunos das disciplinas de Publicidade e Propaganda da ECA/ USP (Escola de Comunicação e Arte da Universidade de São Paulo) desenvolveram a campanha Chega Mais para receber os novos estudantes da Universidade de São Paulo em 2019. Orientados pelo professor Dorinho Bastos, os alunos e alunas Ana Cláudia Goulart, Isabela Durão, Giovanna Kalume, Matheus Massa, Mateus Rila e Rudi Solon (na foto acima, parte da equipe), integrantes da “agência-laboratório” Meia, foram escolhidos pela Pró-Reitoria de Graduação da universidade para a campanha de recepção aos calouros e contra o trote violento. A atividade, que é desenvolvida há 21 anos na disciplina “Arte Publicitária”, nasceu com objetivo de combater a violência nos campi da USP. No ano de 2019, a Universidade de São Paulo receberá um número recorde de novos alunos através do Sisu (Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação). “Optamos por buscar um compartilhamento de experiências positivas entre veteranos e calouros, por isso Chega Mais”, afirma Rudi Solon, integrante da agência. São três cartazes de mídia OOH dentro dos campi da USP, que têm unidades em várias cidades do estado de São Paulo. Ainda foram criados cards, spot para a Rádio USP, vinheta e mídias digitais. A Petrobras está nos canais de mídia com a campanha Confiança, para ampliar o conhecimento sobre as medidas que a companhia vem implementando para o combate à corrupção. Desenvolvida pela DPZ&T, a peça tem objetivo de preencher lacuna identificada em pesquisas realizadas junto à opinião pública, que constatou que a maioria das pessoas ainda desconhece as ações de governança e conformidade realizadas pela Petrobras ao longo dos últimos anos. Os filmes foram produzidos no primeiro semestre, mas a Petrobras precisou esperar o fim do período eleitoral (de 7 de julho a 28 de outubro), considerando orientações legais e normativas que impedem veiculação de publicidade institucional. A campanha, que traz a assinatura Não existe caminho fácil. Existe o caminho certo, tem dois filmes, peças em jornais e internet, além de um filme exclusivo para cinema. O flight vai até o fim deste mês. O primeiro filme mostra como a Petrobras está “passando a limpo” sua história recente, através das medidas anticorrupção implementadas nos últimos anos. O cenário do vídeo é uma lava-jato, mesmo nome da operação anticorrupção mais famosa do Brasil. O segundo filme traz empregados de várias áreas da companhia falando sobre as ações já adotadas pela Petrobras, enfatizando que “antes de falar, era preciso fazer”. jornal propmark - 5 de novembro de 2018 21

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