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edição de 5 de novembro de 2018

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digital NewNetwork traz

digital NewNetwork traz cultura de inovação das startups para marcas e negócios Nova holding de Cláudio Xavier e Alice Coutinho, ex-sócios da NewStyle, tem modelo plugado a duas startups e uma agência de shopper experience Danúbia Paraizo que uma marca premium O de colchões, uma empresa que oferece ao consumidor a oportunidade de testar equipamentos eletrônicos antes da compra e uma agência de design focada em shopper experience têm em comum? As três integram a NewNetwork, nova holding de Cláudio Xavier e Alice Coutinho. O negócio, que traz para a comunicação referências da cultura das startups, foi apresentado em São Paulo, na semana passada, e reuniu também os três sócios das empresas parceiras: Zissou, Bluezup e Mandarin. “Muita gente questionou se faríamos uma nova agência, mas isso seria fazer mais do mesmo. A gente já fez. Poderemos até ter no futuro, contanto que tenha um modelo que faça sentido. Hoje o modelo de negócio na holding é de participação de sociedade e investimento”, explica Cláudio Xavier, que, ao lado de Alice, comandou a agência NewStyle por 25 anos. A operação foi vendida para o grupo ABC em 2016 e, a partir daí, o casal esteve em um período sabático no Vale do Silício, onde teve contato com inovações e tecnologias que ajudaram a moldar o novo negócio. Agora, de volta ao mercado, os executivos passam a operar como investidores e conselheiros dos negócios plugados à rede, tendo a criatividade e a tecnologia como grandes condutores da operação. “Quando a gente fala de investimento no universo das startups, discutimos muito o conceito de smart money, ou seja, um investimento que não é apenas financeiro. O dinheiro você consegue no banco. Claudio e Alice trazem conhecimento técnico e uma rede de network que facilita nossa entrada no mercado”, ressalta Diogo Ruiz, CEO da Bluezup. Com menos de um Os executivos Alice Coutinho e Claudio Xavier, ao centro, junto aos sócios da Zissou (à esq.), Bluezup e Mandarin (à dir.) “Quando a gente fala de investimento no universo das startups, discutimos muito o conceito de smart money, ou seja, um investimento Que não é apenas financeiro” Angela Rezé/Divulgação ano de operação, a empresa soluciona basicamente dois problemas: o do consumidor, que poderá testar antes de comprar smartphones e outros gadgets, e das marcas, que terão clientes mais satisfeitos com suas escolhas, uma vez que a política de retorno de produtos ainda é deficitária no Brasil. Amit Eisler, sócio-executivo da Zissou, também ressaltou as vantagens da parceria. A startup tem proposta de redefinir a relação do brasileiro com o sono e se beneficiará da mentoria dos executivos. “Somos em três sócios e, mesmo assim, a jornada é solitária, temos de tomar decisões de coisas que nunca vivemos. O investimento é bem-vindo, óbvio, mas muito mais do que isso é essa relação direta, essa proximidade e mentoria”. Já na Mandarin, para Luiz Henrique “Piri”, sócio e diretor de criação da agência, as expectativas também são altas. A ideia é que a operação amplie as ofertas de serviços para além do trabalho já feito na ambientação do ponto de vendas, embalagens Novos olhares O investimento em duas startups que aparentemente estão fora do mercado de comunicação não é algo comum na indústria, mas, segundo Xavier, a ideia é justamente trazer disrupção, ampliando as ofertas aos clientes. A ideia é reunir no grupo empresas que tenham em sua essência proposta criativa e ligada à tecnologia, independentemente do segmento de atuação. A holding terá sede própria em São Paulo, sendo vizinha ao endereço da Mandarin. Os demais negócios continuarão com suas operações no Brasil. O espaço da holding, aliás, funcionará no modelo de coworking, em que os colaboradores das empresas podem circular e se reunir. “A ideia é levar as soluções de marketing que não sejam tradicionais, que sejam disruptivas em seus formatos, modelos e tecnologias”, finaliza Alice. 46 5 de novembro de 2018 - jornal propmark

DiGiTaL GM, DPZ&T, Omelete e UOL debatem uso dos dados em evento na ESPM Veículos, marca e agência discutem práticas do mercado e maneiras de deixar claro para o consumidor quais informações são coletadas na web LEONARDO ARAUJO ESPM-SP realizou na última semana o 1º Summit A de Comunicação - Supernova, evento que debateu tendências da comunicação. O primeiro painel do segundo dia trouxe integrantes da GM, DPZ&T, Omelete e UOL para discutirem o uso de dados. O bate-papo foi mediado por Paulo Cunha, coordenador do curso de publicidade e propaganda da ESPM. Um dos presentes foi Eduardo Simon, CEO da DPZ&T. Para ele, o dado é novo bacon: “não importa onde você coloque, vai ficar bom”. De acordo com o executivo, as marcas que não entenderem que o uso de dados tem de favorecer o consumidor, vão deixar de existir. “Foi assim com o táxi. O Uber mudou usando dados”, analisa. O CEO da DPZ&T afirma que não há categoria que não esteja passando por uma transformação drástica por causa dos dados. “O que a GM está fazendo é brilhante”, afirma quando se refere aos esforços da montadora em transformar os carros em algo diferente, já que há uma onda gigante de pessoas que não querem comprar veículos. “Não usar dados é destrutivo para sua empresa. Quando eu contrato um cara de criação e ele quer colocar um filme na TV, já sei que contratei mal”, analisa dizendo que tal decisão só faz sentido se for respaldada por dados. Do lado do cliente, Bruno Campos, diretor de marketing digital e mídia da General Motors, disse que hoje há condições de conhecer o consumidor pelos rastros que ele deixa. Entretanto, é preciso ser inventivo. “Por trás daquele cookie, daquele DSP, tem um ser humano. Se tem um ser humano, é importante que você jogue a criatividade em cima daquilo”, explica. Eduardo Simon, André Vinicius, Bruno Campos, Paulo Cunha e Thiago Romariz: dados em pauta durante evento na ESPM-SP Para Campos, o ano de 2018 foi revolucionário. “Acabamos de passar por uma eleição que, pra mim, transformou o mercado publicitário. O que o digital fez chega a ser assustador”, diz o executivo da GM. Para ele, talvez esteja na hora de revisar um pouco o plano de mídia. E o futuro será ainda mais revolucionário. “Os carros, em breve, saberão muito sobre a gente. Talvez, daqui uns cinco anos, eu possa competir com meus colegas aqui como veículo de comunicação”, explica. Segundo o profissional, muitos dizem que a engenharia vai dominar o marketing. “A máquina é muito inteligente, mas só tem um problema: é uma ferramenta lógica. Nós, de humanas, somos mais reflexivos”, analisa dando o exemplo de seus tempos na Nike. Ele explica que, para a máquina, fazia todo sentido um palmeirense receber uma oferta destinada “O dadO é O nOvO bacOn: nãO impOrta Onde vOcê cOlOque, vai ficar bOm” Alê Oliveira a um corintiano. Afinal, ele era de São Paulo, da classe A/B e gostava de futebol. Um erro que um ser humano, certamente, não deixaria passar. Para André Vinicius, diretor- -executivo de publicidade do UOL, a Lei Geral de Proteção de Dados vai ajudar a esclarecer o assunto para o consumidor. “Hoje, ninguém tem tanta consciência do uso de dados. Nenhuma plataforma deixa isso claro”, revela o profissional, que chama a atenção para os textos em um “juridiquês totalmente indecifrável” que os sites exibem. Para o chefe de conteúdo do Omelete, o jornalista Thiago Romariz, é preciso recompensar o consumidor pela coleta dos dados. “O benefício tem de ser o conteúdo”, diz. Um grande exemplo é a Netflix, que sabe tudo sobre o cliente, mas oferece centenas de produções de qualidade em troca. jornal propmark - 5 de novembro de 2018 47

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