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edição de 8 de julho de 2019

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inspiração Um país

inspiração Um país chamado favela Fotos: Arquivo Pessoal e imagean/iStock “As favelas são capazes de movimentar R$ 81 bilhões/ano e, se fossem um estado, seriam o quinto mais populoso da federação” Guilherme Pierri especial para o PrOPmArK Há quase dois anos, quando fui convidado a escrever sobre “o que me inspira” aqui no PROPMARK, vivia na época um intenso momento de transformação pessoal e profissional e, principalmente, o descobrimento e a aproximação com movimentos culturais espalhados por diversos cantos do país. Na época, contei sobre um documentário autoral que produzi e dirigi com alguns amigos sobre o Samba da Vela de Santo Amaro, reduto do samba paulista e amadrinhado por Beth Carvalho. Com a partida da madrinha, é inevitável relembrar o início dessa trajetória e dessas “Andanças”, que iniciei por meio de um ex- -sócio, grande figura, que mudaria para valer parte dos meus pensamentos. Foi assim que conheci um cara chamado Celso Athayde, fundador da Cufa (Central Única das Favelas), presente em 26 estados brasileiros e em 6 países) e CEO da Favela Holding – primeira holding social do Brasil. O primeiro encontro foi na própria sede da ONG (que fica embaixo do viaduto de Madureira, na Zona Norte do Rio) em uma tarde típica carioca, beirando os 40ºC. Foram quase três horas falando de tudo: propaganda, economia, política e, principalmente, favelas. Assunto que tomou conta do restante da reunião e logo ali nos mostrou o que os telejornais não mostram, ou melhor, não mostraram ao longo da história. Ainda vistas por muitos como antro de bandidos e do tráfico, as favelas são capazes de movimentar R$ 81 bilhões/ano e, se fossem um estado, seriam o quinto mais populoso da federação. E hoje é inspiração para os mais diversos tipos de arte e sinônimo de empreendedorismo no Brasil. Nesse mesmo dia, Celso nos mostrou que, mesmo sendo uma organização social, o objetivo da Cufa é ir além do assistencialismo e realmente formar jovens através da educação, lazer, esporte, cultura, cidadania e tecnologia, por meio de uma linguagem-proprietária e difundindo a conscientização das camadas desprivilegiadas da população. Finalizada a reunião, demos um rolê na sede e ali observamos muitas marcas gigantes como parceiras (Nike, L’Oréal, P&G) e uma energia inexplicável. Diversos frequentadores, atividades, voluntários, funcionários e um propósito muito claro: elevar a autoestima e difundir o conhecimento. Um grande exemplo disso é a parceria com o gigante Facebook em um verdadei- ro laboratório de capacitação montado em uma grande sala, gerando capacitação para pequenos e médios empresários de favelas e dando visibilidade para o seu negócio não apenas dentro da favela, mas para o mundo. Logo após esse primeiro papo, a troca de mensagens virou constante, conheci algumas favelas de perto, a admiração tornou- -se amizade e os planos viraram realidade. Uma sinergia intensa e verdadeira se transformou em um projeto guiado por grande um propósito que em breve será divulgado em lançamento à altura. De lá para cá, meu papel como cidadão tomou novos rumos, que cada vez mais apoia e celebra iniciativas que buscam mostrar o outro lado das histórias. Ao meu ver, exemplos como o Celso e a Cufa contribuem pouco a pouco na quebra de barreiras do estereótipo centenário que aponta em colocar as favelas exclusivamente sob estatísticas negativas. Vivemos ainda em tempos sombrios, mas precisamos apreciar os momentos de esperança. E, sobre a querida Beth, só me resta agradecer por ter tido a oportunidade de conhecê-la além dos palcos e despertar em mim o começo de novas descobertas. Guilherme Pierri é CEO da Peppery 24 8 de julho de 2019 - jornal propmark

mídia Com Aruanas, Grupo Globo estreia formato de distribuição de conteúdo Série de temática ecológica será vista no Globoplay e em 150 países via internet; em dez episódios, história é vivida por quatro amigas idealistas Claudia Penteado Com lançamento global em 150 países e exibição no Brasil via streaming do Globoplay, a série Aruanas, coproduzida pela Globo e a produtora Maria Farinha Filmes, inaugura um novo formato de distribuição de conteúdo para o grupo. A exibição no restante do mundo será através da Aruanas.TV, ambiente powered by Vimeo, disponível para compra por US$ 12,90. De julho a outubro, 50% das vendas serão doadas a uma iniciativa - a ser revelada - de proteção da floresta Amazônica. Aruanas - que contou com a parceria técnica do Greenpeace - será legendada em 11 idiomas, inclusive hindi e coreano. O primeiro episódio teve exibição na Globo no último dia 3, bem como nos canais internacionais da Globo. Também foram realizadas pré-estreias em Londres, Nova York e São Paulo, e uma rede de ativistas e doadores do mundo inteiro, escolhida por ONGs presentes em diversos países, assistiu à série gratuitamente, em primeira mão para se tornar multiplicadora das questões da floresta Amazônica. Sergio Valente, diretor de comunicação da Globo, fala que Aruanas é resultado de uma empresa que está em movimento, atenta às novas oportunidades de negócios e de consumo de conteúdo não só no Brasil como no mundo. “A série é um original Globoplay, com distribuição exclusiva no Brasil pela plataforma de streaming do Grupo Globo. No mercado internacional, inaugura um novo modelo de distribuição direta ao consumidor de maneira inovadora, através da articulação das maiores e mais importantes organizações que são referência na defesa do meio ambiente e de direitos humanos, como ONU Meio Ambiente, Greenpeace e WWF- -Brasil. É o entretenimento a Série conta história de quatro amigas idealistas, entre elas personagem vivida por Taís Araujo, que defendem questões ambientais No mercado iNterNacioNal, iNaugura um Novo modelo de distribuição direta ao coNsumidor de maNeira iNovadora Divulgação serviço de uma causa urgente, como nunca se viu antes na indústria audiovisual”, destaca. A história é a de quatro amigas idealistas - vividas pelas atrizes Debora Falabella, Leandra Leal, Taís Araujo e Thainá Duarte -, foi escrita por Estela Renner e Marcos Nisti, com colaboração de Pedro Barros, e tem direção artística de Carlos Manga Jr. e direção geral de Estela Renner. Trata-se de um action drama thriller, que gira em torno da ONG ambiental Aruana, fundada pelas amigas ativistas que investigam as atividades de uma mineradora que atua na Amazônia, e criam um mosaico de evidências que leva a um grande esquema de crimes ambientais envolvendo garimpos ilegais e uma renomada mineradora nacional. São dez episódios, sendo que a primeira temporada tem como cenário a Amazônia, que vive hoje o drama do desmatamento. O lançamento internacional em 150 países foi realizado em parceria com 28 ONGs de diversos países. O projeto tem, claro, como objetivo alertar para a crise ambiental mundial e proteger o trabalho das ativistas. É o que a Globo denomina “entretenimento com causa”, capaz de promover o diálogo global acerca de temas urgentes. Há três anos, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de assassinatos de ativistas - em 2017 foram 57 mortos, sendo que 80% deles eram defensores de questões ambientais. Além da parceria técnica do Greenpeace, a série contou com o apoio de importantes organizações sociais de direitos humanos e ambientais, entre elas, Anistia Internacional, WWF, Global Witness, UN Environment, UN Women, Open Society Foundations, Instituto Betty & Jacob Lafer, Rainforest Foundation, Avaaz, 350.org, Instituto Socioambiental e IPAM. jornal propmark - 8 de julho de 2019 25

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