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edição de 8 de julho de 2019

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diGital Games extrapolam

diGital Games extrapolam nicho e ganham relevância por insights criativos Reconhecimento em grandes festivais mundiais, como Cannes, evidencia potencial do cenário de e-Sports para marcas como Wendy’s e Vivo Danúbia Paraizo Um dos games mais populares do mundo, com uma base que passou os 250 milhões de usuários, o Fortnite tem sido um fenômeno também do ponto de vista de negócios. Red Bull e Samsung são apenas algumas das marcas que patrocinam gamers especializados no jogo, e os utilizam como embaixadores no Brasil e no mundo. Mas novas oportunidades de inserção de marcas nas partidas também começam a pipocar. Algumas ações, inclusive, já foram reconhecidas em grandes festivais de criatividade. Foi o que fez a rede de fast- -food Wendy’s, ao criar um avatar de sua mascote no Fortnite. A guerreira tinha como missão destruir os freezers da Durrr Burger, lanchonete fictícia no game durante uma disputa entre jogadores do time “Hamburguer” e os gamers do time “Pizza”. A empresa, mundialmente conhecida por não utilizar carne congelada em suas receitas, então, resolveu usar sua avatar para declarar guerra aos freezers. A transmissão ao vivo da ação na Twitch, plataforma de streaming dedeos, teve milhares de visualizações, além de compartilhamentos nas redes sociais e, de quebra, o case da VMLY&R Kansas City levou um Grand Prix em Social & Influencer, entre outros Leões neste ano em Cannes. Segundo Rafael Pitanguy, VP de criação da Y&R, é natural que as marcas queiram e precisem fazer parte do território dos jogos eletrônicos. A agência brasileira, que conquistou um Leão de ouro também com um case de e-Sports, só que com o game Counter Strike, para a Vivo, enxerga os games como plataforma para novos pontos de contato com o consumidor. “Além dos montantes financeiros, existe ali um público que é pouco impactado por mídias Campanha da Vivo e Y&R usou o game Counter Strike para evidenciar pagamentos desiguais entre homens e mulheres Mascote da rede Wendy’s ganhou vida na campanha criada pela VMLY&R Kansas City para o game Fortnite mais tradicionais e pode passar de 12 a 18 horas diárias consumindo aquele conteúdo”. Para a Vivo, a Y&R criou a seguinte experiência: convidou gamers famosos para uma partida de Counter Strike e forneceu a eles quantidades diferentes de dinheiro virtual para usar no jogo. O objetivo da campanha e-Quality era mostrar a desigualdade salarial entre homens e mulheres, e que, sem as mesmas condições para comprar itens na partida, era impossível desempenhar um bom jogo. “Desde 2017, a Vivo tem construído uma plataforma consistente em games. Com essa proximidade, sentimos a necessidade de trabalhar o tema da equidade de gêneros. Este é o segundo Leão que ganhamos com essa temática, o que mostra como estamos conectados com as conversas atuais”, destaca Marina Daineze, diretora de imagem e comunicacão da Vivo. Em 2018, a companhia ganhou um Leão em Glass com My Game, My Name, da Africa, que evidenciou o assédio e os abusos sofridos pelas mulheres gamers. Fotos: Reprodução Para Marcio Canosa, diretor de e-Sports da Ubisoft, detentora de jogos populares como Just Dance e Rainbow Six Siege, a tendência é que os jogos ganhem espaço mais relevante na comunicação. “As marcas beberam muito do cinema e da música, e agora é a vez de os games ocuparem esse papel na cultura do entretenimento. Eles fazem parte da rotina das pessoas e da cultura delas. Existe uma conexão emocional muito grande, que remete às memórias da infância. É uma mídia poderosa por ser interativa”. 34 8 de julho de 2019 - jornal propmark

digital Oracle quer se transformar por meio da inovação e do empoderamento Empresa de tecnologia busca crescer com gestão baseada em inclusão social e diversidade interna Divulgação KELLY DORES gigante de tecnologia Oracle está A preocupada em promover diversidade e inclusão social dentro da empresa. Esse é um dos principais pilares da gestão do presidente brasileiro, Rodrigo Galvão, de 37 anos, que assumiu a companhia há dois anos. Para ele, mais do que uma transformação digital, o mundo vive hoje uma transformação cultural, e o que busca como o mais jovem presidente da empresa, onde entrou aos 19 anos e fez carreira, é transformar a cultura interna. Em encontro com a imprensa para apresentar os planos do novo ano fiscal da Oracle, o executivo falou pouco sobre os serviços de cloud da companhia, mas falou muito sobre essa transformação cultural. “A gente se apoia em três pilares: inovação, conexão com universidades e inclusão, que prefiro chamar de geração de oportunidades. A gente não fazia parte do ecossistema do empreendedorismo há três anos. Começamos a acelerar uma série de startups. Há dois anos colocamos como missão transformar o mundo por meio da inovação, empoderando as pessoas. Isso vem gerando melhores resultados para a empresa, os funcionários estão mais engajados”, destacou Galvão. Segundo ele, iniciativas como mentoria de startups oxigenam a empresa. “Uma startup que dá certo hoje é aquela que resolve um problema da sociedade”. Como resultado, ele cita que pela primeira vez a Oracle ficou no ranking das 25 empresas mais procuradas no LinkedIn, ocupando a nona posição. Outra ação destacada pelo executivo foi a contratação de uma gerente de diversidade para a Oracle, além da implementação de processo de seleção às cegas. “Percebi que na Oracle tinha muita gente igual”, falou ele. Outro projeto é certificar 30 mil pessoas na América Latina com soluções Oracle. Atualmente, a companhia está no ar, em meios digitais e impressos, com a campanha Transforme, criação da Publicis. A receita trimestral global foi de US$ 11,25 bilhões. Rodrigo Galvão, presidente da companhia no Brasil, adotou gestão orientada em geração de oportunidades jornal propmark - 8 de julho de 2019 35

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